Cliente de 66 anos é preso após xingar dona de lanchonete de “pobre” e “vagabunda”

O suspeito apresentava sinais de embriaguez e teria importunado clientes e funcionários do estabelecimento

Um homem de 66 anos foi preso pela Polícia Militar durante a noite desse domingo (30) após causar uma confusão em uma lanchonete, em Patos de Minas. Segundo a PM, ele estava bastante alterado, aparentava estar sob efeito de bebida alcoólica, ofendeu funcionários e clientes e se recusou inicialmente a pagar uma conta de aproximadamente R$ 50. Ele teria xingado uma funcionária de “pobre” e “vagabunda”.

A ocorrência foi registrada por volta das 22h50. De acordo com as informações policiais, durante patrulhamento, os militares foram abordados por um transeunte, que informou haver um homem alterado no interior do estabelecimento comercial, causando algazarra e comprometendo a tranquilidade de funcionários e clientes.

De acordo com o relato repassado aos policiais, o homem estaria proferindo xingamentos, importunando clientes e dirigindo palavras de baixo calão e ofensas aos funcionários e à proprietária do estabelecimento. Os militares foram até a lanchonete e encontraram o suspeito no interior do comércio. Inicialmente, tentaram conversar com ele e colher seus dados de identificação, mas, conforme registrado, o homem se recusou a fornecer as informações.

Ele também teria afirmado que não pagaria a conta referente ao que havia consumido, no valor de aproximadamente R$ 50. Segundo a proprietária, o homem chegou ao estabelecimento no início da noite e consumiu um caldo. Depois de se sentar em uma das mesas, teria começado a perturbar insistentemente outros clientes e a ofender funcionários e a proprietária.

Ainda conforme o relato, o homem teria chamado a proprietária de "pobre" e "vagabunda", além de afirmar que ela não sabia atender os clientes. A situação teria incomodado outros frequentadores. Alguns clientes que estavam próximos deixaram o interior da lanchonete e passaram a permanecer nas mesas externas por causa do comportamento apresentado pelo homem.

A proprietária informou à PM que não tinha interesse em representar criminalmente contra ele. Ela queria apenas que o valor consumido fosse pago e que o homem não retornasse ao estabelecimento. Os policiais orientaram o homem sobre as consequências de sua conduta e tentaram convencê-lo a encerrar a perturbação e quitar a dívida.

Durante a condução até a viatura, ele concordou em pagar a conta. O valor de R$ 50 foi quitado na presença de uma testemunha.

Segundo a PM, o homem apresentava fortes sinais compatíveis com consumo de bebida alcoólica, incluindo olhos avermelhados, fala desconexa, hálito etílico, vertigens, desordem e dificuldade de equilíbrio. O boletim também registra que ele resistiu à atuação policial, sendo necessário o uso de algemas.

O suspeito foi preso em flagrante e levado para a Delegacia de Polícia Civil. Ele foi informado sobre seus direitos constitucionais, incluindo o direito de permanecer em silêncio e de ser acompanhado por advogado ou defensor. Ainda segundo a Polícia Militar, o homem não assumiu o compromisso de comparecer perante o Juizado Especial Criminal durante a lavratura do boletim. Ele permaneceu apresentado à Polícia Civil para as demais providências legais.

Apesar da confusão, nenhuma pessoa ficou ferida durante a ocorrência. O caso foi registrado como perturbação do trabalho ou do sossego alheios.

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