Briga de casal termina com duas mulheres na delegacia por lesão corporal em Patos de Minas
Elas foram levadas para a delegacia após agressões mútuas
Um caso de violência doméstica envolvendo um casal homoafetivo resultou na prisão em flagrante de duas mulheres na noite dessa sexta-feira (09), em Patos de Minas. As envolvidas foram encaminhadas à delegacia após uma intensa discussão que escalou para agressões físicas.
De acordo com informações da Polícia Militar, a guarnição foi acionada por volta das 20h35 após uma ligação informando sobre duas mulheres em via de fato. No local, os militares encontraram as duas companheiras, que relataram versões semelhantes, mas com acusações cruzadas. A primeira contou à PM que, após a companheira ter ingerido bebida alcoólica, uma discussão começou. Ela afirmou que a companheira, exaltada, quebrou utensílios da casa onde moram juntas há aproximadamente dois anos e, em seguida, a empurrou, iniciando a agressão física.
Em sua narrativa, ela disse que, para se defender, empurrou a companheira contra uma mesa, momento em que a companheira a teria enforcado, desferido socos, chutes e puxado seus cabelos. Para fugir das agressões, ela se refugiou na casa de vizinhos e de lá acionou a polícia.
Já a companheira relatou que, ao chegar do trabalho, ingeriu cerveja na companhia de um amigo, e que, por motivos que considerou fúteis, a primeira iniciou uma discussão. Ela admitiu ter quebrado uma fruteira de vidro durante a altercação, confirmou que houve troca de empurrões e disse que a outra a agrediu com socos no rosto, antes de sair para a rua.
Ambas apresentavam lesões leves. A mais velha tinha marcas no pescoço, ferimento na boca e dores na perna esquerda. A mais nova exibia um hematoma nas costas, lesão na boca e dores no punho direito. As duas recusaram atendimento médico no local, alegando que procurariam ajuda por conta própria posteriormente, se necessário.
A ocorrência foi registrada como "Lesão Corporal" com um desdobramento para "Atendimento de denúncia de infrações contra a mulher (violência doméstica)". As duas foram qualificadas no sistema tanto como "autoras" quanto como "vítimas de ação criminal" uma da outra, configurando um cenário de violência recíproca.
Os policiais aplicaram o "Formulário de Avaliação de Risco" a ambas, tratando cada uma como vítima e apontando a outra como agressora. Nos questionários, as duas relataram que a companheira demonstra ciúme excessivo e tenta controlar sua vida. Também afirmaram ser financeiramente dependentes uma da outra. Apesar da prisão, o registro destaca que ambas declararam à polícia não ter interesse em representar criminalmente uma contra a outra.