Bombeiros retornam a Patos de Minas após missão de resgate em área devastada por terremotos na Venezuela

Eles integraram a força-tarefa brasileira enviada para atuar nas operações de busca e resgate após a sequência de terremotos que devastou o país e provocou a morte de mais de 3.800 pessoas.

Os militares do 12º Batalhão de Bombeiros Militar de Patos de Minas, tenente Renato Melo e sargento Lúcio Flávio, concluíram a missão humanitária na Venezuela e já estão a caminho do Brasil. Eles integraram a força-tarefa brasileira enviada para atuar nas operações de busca e resgate após a sequência de terremotos que devastou o país e provocou a morte de mais de 3.800 pessoas.

Após 14 dias de trabalho intenso, a equipe brasileira encerrou as atividades nesta sexta-feira (10) e iniciou o retorno ao país em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Ao todo, foram realizadas 90 intervenções em áreas de estruturas colapsadas, com 23 vítimas localizadas e retiradas dos escombros.

A força-tarefa brasileira foi formada por 71 bombeiros especialistas em desastres dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Minas Gerais participou da missão com 31 militares, entre eles o tenente Renato Melo e o sargento Lúcio Flávio, representantes do 12º Batalhão de Bombeiros Militar de Patos de Minas.

Os bombeiros atuaram principalmente nas cidades de Caraballeda e Punta Caraballeda, próximas a La Guaira, uma das regiões mais atingidas pelo desastre. As equipes trabalharam em operações de busca e salvamento urbano, utilizando equipamentos de alta tecnologia para localizar vítimas sob os escombros.

Antes de cada tentativa de resgate, os militares precisavam avaliar cuidadosamente a estabilidade das estruturas para evitar novos desabamentos. Entre os recursos empregados estavam detectores de vida, detectores sísmicos, equipamentos de escaneamento, ferramentas de corte e rompimento, sistemas de elevação de cargas e cães de busca especializados.

A técnica de escuta, aliada ao uso de detectores de vida e detectores sísmicos, além da atuação dos cães Logan e Áquila, foi utilizada de forma contínua durante a operação. Os equipamentos eram empregados de maneira complementar para confirmar possíveis sinais de sobreviventes antes do início das escavações.

Com o passar dos dias, as chances de encontrar vítimas com vida diminuíram significativamente, o que levou ao encerramento da missão e à desmobilização da equipe brasileira.

O retorno ao Brasil ocorreu em uma aeronave da FAB, com desembarque previsto inicialmente em Brasília. Em seguida, os militares seguiram para São Paulo e, posteriormente, os bombeiros mineiros embarcaram em outra aeronave com destino a Belo Horizonte.

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