Autora de denúncia que originou CPI contra o prefeito de Lagamar diz que foi comprada pelo vice

Entretanto, nesta quarta-feira (13) a mulher procurou a imprensa e, acompanhada de um advogado, alegou que foi aliciada para fazer a denúncia.


Uma CPI instalada no final do mês passado pela Câmara Municipal de Lagamar investiga possíveis crimes cometidos pelo prefeito Auro José Pereira. A abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito se baseia, em parte, à uma denúncia feita pela professora Janaína Matheus. Entretanto, nesta quarta-feira (13) a mulher procurou a imprensa e, acompanhada de um advogado, alegou que foi aliciada para fazer a denúncia.

A denúncia assinada por Janaína Matheus alega que o prefeito Auro José Pereira estaria sonegando informações à Câmara Municipal. O chefe do executivo não teria respondido a nenhum ofício ou requerimento encaminhado pelos vereadores. Neste período de mandato, o prefeito teria deixado de responder a mais de 20 solicitações feitas pela Câmara Municipal.

Com a CPI instalada, os membros escolhidos e a investigação em andamento, a professora Janaína Matheus decidiu voltar atrás em sua denúncia. Agora, 20 dias depois, ela diz que foi comprada para assinar a denúncia. Em entrevista ao Patos Hoje, Janaína disse que o vice-prefeito de Lagamar, Isaac Calazans Borges, prometeu a quantia de R$ 10 mil e um emprego na Prefeitura para que fizesse a denúncia.

Janaína disse que não recebeu o valor prometido e nem o emprego. Ela afirmou também que ficou com a consciência pesada por ter assinada a denúncia sem saber do que se tratava e, por isso, decidiu procurar a imprensa para contar essa versão da história.

A redação do Patos Hoje também entrou em contato com o vice-prefeito de Lagamar, Isaac Calazans. Ele nega as acusações e diz que jamais ofereceu qualquer vantagem à Janaína para que ela assinasse a denúncia. O vice-prefeito disse que a professora terá que provar esta denúncia na Justiça.

Nepotismo na Prefeitura

Além da sonegação de informações, o prefeito de Lagamar, Auro José Pereira, é investigado pela CPI instalada na Câmara Municipal por nepotismo. Denúncia feita pelo Ministério Público de Minas Gerais questiona a decisão do chefe do executivo de ter nomeado a própria mulher para o cargo de secretária municipal de assistência social. Ela ocupou a pasta no período de 1º de Janeiro de 2021 a 20 de setembro de 2021.

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