Assassino do professor Gilmar é recebido com manifestação na porta do Fórum

A Justiça começou a ouvir nesta quarta-feira as testemunhas e o acusado de ter assinado o professor Gilmar Eustáquio.

A Justiça começou a ouvir, nesta quarta-feira (21), as testemunhas e o acusado de ter assassinado o professor Gilmar Eustáquio da Silva. A primeira audiência atraiu familiares, amigos e alunos do educador que fizeram uma manifestação na porta do Fórum da Comarca de Patos de Minas. Leandro Caixeta Alves, que confessou o homicídio, foi agredido na chegada.

Leandro, conhecido como Pombinho, teria usado duas tesouras e uma faca para assassinar o professor. O crime aconteceu na madrugada do dia 27 de setembro do ano passado. O educador foi encontrado pelo sobrinho na noite do dia seguinte caído na sala do apartamento onde morava na rua Diacuí, bairro Caiçaras, uma das regiões mais nobres da cidade.

A perícia encontrou 67 perfurações no corpo de Gilmar. Três delas no coração e um corte profundo no pescoço. Uma tesoura usada pelo homicida ficou cravada no alto das costas do educador. A faca foi encontrada dentro do vaso sanitário e uma segunda tesoura foi quebrada na ação. Leia mais. Leandro alega que matou o professor para se defender.

No depoimento à Polícia, Leandro disse que se desentendeu com o professor por causa de uma insinuação homossexual. O professor teria partido para cima dele que, para se defender, desferiu dezenas de facadas e tesouradas no educador. O Ministério Público quer a condenação do jovem por latrocínio, já que o dinheiro do consórcio que Gilmar recebeu não foi encontrado no apartamento.

Manifestação


O crime chocou a sociedade patense. Na porta do Fórum, parentes e amigos clamam por justiça. Eles levaram faixas e cartazes para sensibilizar as autoridades. O crime aconteceu há quase um ano e Leandro permaneceu apenas 23 dias na prisão. Os irmãos do professor Gilmar também levaram uma faixa para porta do Fórum.

Representantes do grupo SHAMA de Uberlândia também vieram ajudar na manifestação. A Organização trabalha na defesa dos direitos humanos das pessoas LGBTS e daqueles que vivem e convivem com AIDS. O vice-presidente do grupo SHAMA, Adeon Souza, lembrou que um homossexual é assassinado brutalmente a cada dois dias no Brasil.

A audiência começou por volta de 13h e entrou pela tarde. Leandro Caixeta Alves será o último a ser ouvido. A audiência não tem hora para terminar.

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