Após ser demitida, gari sai à procura de colega e agride outra profissional no Centro da cidade
Uma segunda mulher também acabou presa por ocultar o canivete utilizado na ocorrência, segundo a Polícia Militar.
Uma funcionária de uma empresa terceirizada foi presa na manhã desta terça-feira (14), no Centro de Patos de Minas, após ameaçar de morte uma colega de trabalho e agredir outra funcionária durante um episódio de grande tumulto. Uma segunda mulher também acabou presa por ocultar o canivete utilizado na ocorrência, segundo a Polícia Militar.
A ocorrência foi registrada por volta das 7h54, na Avenida Getúlio Vargas, após denúncias de que uma mulher estaria armada com um canivete ameaçando outros trabalhadores.
Ao chegarem ao local, os militares encontraram a suspeita bastante exaltada. Diante da informação de que ela estaria armada, foi realizada busca pessoal por uma policial militar, mas o canivete não foi localizado naquele momento. Durante a abordagem, a mulher ainda retirou a própria blusa e abaixou parcialmente a calça, sendo imediatamente advertida pelos policiais, que conseguiram controlar a situação.
Conforme relato do marido da suspeita aos militares, ela sofre de ansiedade e depressão e estaria passando por um surto emocional, além de não estar fazendo uso regular da medicação prescrita.
Segundo a própria acusada, tudo começou após ela ser chamada à sede da empresa, onde foi informada de sua demissão por justa causa. A medida teria sido motivada por uma agressão registrada no dia anterior contra outra colega de trabalho.
Após deixar a empresa, ela telefonou para uma funcionária afirmando que iria matar a colega assim que a encontrasse. Em seguida, foi até a Praça da Avenida Getúlio Vargas, onde passou a procurar insistentemente pela vítima. A colega, no entanto, havia sido avisada previamente sobre as ameaças e deixou o local antes da chegada da suspeita.
Durante a confusão, uma funcionária que estava na praça tentou se afastar ao perceber a aproximação da autora. Conforme a Polícia Militar, a suspeita a empurrou, fazendo com que ela tropeçasse na calçada e caísse, batendo a cabeça no chão.
A vítima sofreu escoriações no joelho, sangramento e dores na face, além de reclamar de dores em um dos dedos da mão direita. Ela recebeu os primeiros socorros da gerente da empresa e foi encaminhada para atendimento médico na Santa Casa de Misericórdia.
Testemunhas informaram que, enquanto procurava pela colega, a autora dizia que, caso tentassem protegê-la, "ia sobrar para vocês". Durante as diligências, tanto a suspeita quanto outra funcionária negaram que houvesse um canivete envolvido na ocorrência.
Entretanto, imagens do sistema de videomonitoramento Olho Vivo mostraram a segunda mulher retirando o objeto das mãos da autora e arremessando-o dentro de um bueiro, no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Farnese Maciel.
Com base nas imagens, policiais localizaram o canivete no interior do bueiro e realizaram sua apreensão. A mulher admitiu que retirou a arma branca da colega por receio de que ela ferisse alguém, mas acabou sendo presa por favorecimento real, já que ocultou o objeto e inicialmente negou sua existência aos policiais.
A principal envolvida foi presa em flagrante pelos crimes, em tese, de ameaça e lesão corporal, sendo conduzida ilesa à Delegacia de Polícia Civil. Já a segunda mulher foi presa, em tese, pelo crime de favorecimento real, por ocultar o canivete utilizado na ocorrência, dificultando sua localização.
O canivete foi apreendido e encaminhado à Polícia Civil, que dará prosseguimento às investigações.