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Após Audiência Pública, Codema recomenda que Prefeitura cancele contrato com a Copasa

Sem respostas satisfatórias, o órgão vai recomendar que a Administração Municipal suspenda o contrato com a Companhia de Saneamento.

A Audiência Pública realizada pelo CODEMA aconteceu na tarde dessa terça-feira (19).

A Audiência Pública realizada pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente – CODEMA – na tarde dessa terça-feira (19) pode ter consequências para o contrato existente entre a Prefeitura de Patos de Minas e a Copasa para coleta e tratamento de esgoto. Sem respostas satisfatórias, o órgão vai recomendar que a Administração Municipal suspenda o contrato com a Companhia de Saneamento.

Durante a Audiência Pública, os participantes cobraram da Copasa o cronograma de obras estipulado no contrato, os valores investidos até agora nos serviços de coleta e tratamento de esgoto, o valor arrecadado mensalmente com a cobrança da taxa de esgoto e os prazos estabelecidos para que o esgoto passe a ser tratado efetivamente e para os córregos e o Rio Paranaíba deixem de ser poluídos.

O diretor distrital da Copasa, Saulo de Lima Bernardes, disse que foram investidos somente na primeira etapa R$ 45 milhões, ele disse que 33% do esgoto produzido em Patos de Minas já está sendo tratado e informou que as obras de construção de elevatórias estão sendo realizadas. Com relação aos valores arrecadados, o diretor informou que a estimativa de arrecadação só pode ser passada para a Prefeitura.

Membros do Codema estimaram que a Copasa arrecade em Patos de Minas, somente com a Taxa de Esgoto, em torno de R$ 1 milhão. Se este valor estiver correto, o montante arrecadado desde o início da cobrança da taxa já é maior do que todo o investimento feito pela Companhia em Patos de Minas para a execução dos serviços de coleta e tratamento de esgoto.

O presidente do CODEMA, Ivanildo Alves, disse que não ficou nenhum um pouco satisfeito com as respostas dadas pelo diretor da Copasa. Ele voltou a destacar a poluição dos córregos e mananciais, a quantidade de esgoto escorrendo a céu aberto no perímetro urbano e a poluição escandalosa no Rio Paranaíba. Diante disso, o órgão deverá recomendar a Administração Municipal que suspenda o contrato com a Copasa e encampe novamente o serviço.

Autor: Maurício Rocha

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