Alunos de Medicina do UNIPAM criam tecnologias inovadoras para resolver desafios da saúde
Para o coordenador do curso de Medicina, professor Élcio Moreira, os resultados superaram as expectativas.
Os alunos do curso de Medicina do UNIPAM mostraram que a inovação também faz parte da formação médica. Durante uma mostra realizada no Centro de Empreendedorismo e Aceleração de Negócios (OceanO), os estudantes apresentaram protótipos tecnológicos desenvolvidos para solucionar desafios reais da área da saúde.
Os projetos foram criados ao longo de quatro meses na disciplina Inovações e Tecnologias em Saúde, ministrada pelo professor Fábio Gontijo. A proposta foi unir conhecimento médico, criatividade e tecnologia para desenvolver soluções capazes de melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes.
Durante a disciplina, os acadêmicos aprenderam a trabalhar com Arduino, placas eletrônicas programáveis, sensores, programação, soldagem, modelagem 3D e Inteligência Artificial. A partir desses conhecimentos, foram desenvolvidos equipamentos para monitoramento da temperatura de salas de vacina, lembretes eletrônicos para o uso de medicamentos por idosos, sensores de queda, sensores de estabilidade postural e outras ferramentas voltadas à segurança dos pacientes.
Os projetos foram avaliados por uma banca formada por professores da instituição. Para o coordenador do curso de Medicina, professor Élcio Moreira, os resultados superaram as expectativas.
"Os alunos realmente conseguiram desenvolver projetos belíssimos e que resolvem dores da população. São iniciativas muito interessantes e que, sem dúvida nenhuma, cumpriram o que era idealizado pela disciplina", afirmou.
Um dos destaques da mostra foi o projeto desenvolvido pela acadêmica Carolina Queiroz e sua equipe. Eles criaram um sensor inteligente para monitorar, em tempo real, a temperatura durante o transporte e o armazenamento de imunobiológicos, como vacinas. O sistema registra automaticamente os dados e permite identificar alterações de temperatura mesmo quando não há profissionais acompanhando o processo, contribuindo para a conservação dos imunizantes e reduzindo perdas.
Segundo Carolina, a experiência foi enriquecedora por permitir que os estudantes desenvolvessem soluções para problemas encontrados na rotina da saúde.
"A experiência foi muito positiva porque conseguimos trazer soluções para problemas que vemos no nosso dia a dia. É uma disciplina que chegou recentemente à nossa grade curricular, mas que já trouxe muitos benefícios para nós e para a comunidade que auxiliamos", destacou.
A iniciativa demonstra como a tecnologia vem ganhando espaço na formação médica e reforça a importância da inovação na busca por soluções que possam tornar os serviços de saúde mais eficientes, seguros e acessíveis à população.