Unesco defende educação em sexualidade e gênero prevista em lei

No texto, a Unesco propõe que a legislação e os planos educacionais brasileiros incorporem perspectivas de educação em sexualidade e gênero.

Aprofundar o debate sobre sexualidade e gênero na sala de aula contribui para uma educação mais inclusiva, equitativa e de qualidade. É o que diz comunicado divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil. No texto, a Unesco propõe que a legislação e os planos educacionais brasileiros incorporem perspectivas de educação em sexualidade e gênero.

De acordo com o comunicado, isso se torna ainda mais importante porque a educação é compreendida como processo de formar "cidadãos que respeitem as várias dimensões humanas e sociais sem preconceitos e discriminações".

Segundo a Unesco, o ensino de gênero nas escolas é fundamental para prevenir e erradicar toda e qualquer forma de violência, em especial a violência de gênero. "Diante de recentes fatos ocorridos no país, no que se refere à violência sexual, a Unesco no Brasil reafirma seu compromisso com a garantia dos direitos das mulheres e da população LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros], sendo contrária a toda forma de discriminação e violação dos diretos humanos em qualquer circunstância e, em especial, em espaços educativo."

O assunto é polêmico e alvo de embates entre entidades ligadas a direitos humanos e grupos religiosos, que alegam, entre outros argumentos, que o debate de gênero incentiva a homossexualidade. A questão chegou a ser excluída do Plano Nacional de Educação (PNE) por pressão de parlamentares conservadores, e de planos estaduais e municipais de educação. Os planos definem metas e estratégias para a educação desde o ensino infantil até a pós-graduação e tratam também da formação de professores e financiamento do setor. As metas devem ser cumpridas até 2024.

Para a Unesco, debater essas questões em sala de aula é fundamental para que homens e mulheres, meninos e meninas tenham os mesmos direitos. A intenção é que as escolas ensinem aos estudantes que todas as pessoas são iguais, independentemente da identidade de gênero, e que existem diversas orientações sexuais, que devem ser respeitadas.

“As desigualdades de gênero, muitas vezes evidenciadas pela violência sexual contra meninas, expõem a necessidade de salvaguardar marcos legais e políticos nacionais, assim como tratados internacionais, no que se refere à educação em sexualidade e de gênero no sistema de ensino do país”, diz a agência das Nações Unidas.

Um dos compromissos dos países-membros da Organização das Nações Unidas é garantir o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada pelo Brasil e todos os outros Estados-membros da ONU em 2015. Entre os 17 objetivos globais da agenda, está a garantia de ambientes de aprendizagem seguros e não violentos, inclusivos e eficazes, e a promoção da educação para a igualdade de gênero e os direitos humanos.

Em março, a Unesco divulgou o Atlas de Desigualdade de Gênero na Educação, que mostra que, no mundo, quase 16 milhões de meninas entre 6 e 11 anos nunca irão à escola. O número é duas vezes maior que o de meninos. Entre eles, no mundo, 8 milhões nunca frequentarão as salas de aula.

Fonte: Agência Brasil

Últimas Notícias

Ex-cunhado aterroriza mulher para livrar o irmão que está no presídio por violência contra ela

Veja mais

Ciclista tem que ser transferido para Patos de Minas após ser atropelado na MG 181

Veja mais

Discussão por causa de mordida de criança na filha acaba em marido preso e mulher no hospital

Veja mais

Agressão iniciada após marido quebrar prato termina com homem na delegacia e mulher no hospital

Veja mais

Homem pula muro e janela de casa no Centro, mas acaba preso após câmeras do Olho Vivo flagrar ação

Veja mais

Operação Semana Santa termina sem mortes, mesmo com flagrantes de 80 motoristas embriagados

Veja mais