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Teste confirma segurança do sistema das urnas eletrônicas para as eleições 2020

Relatório final da Comissão Avaliadora do Teste Público de Segurança indicou ao TSE que urna é segura para a realização das Eleições 2020

A comissão avaliadora do teste de segurança da urna eletrônica apontou melhorias realizadas em todo o sistema pelo corpo técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A informação consta de relatório final apresentado na noite de terça-feira (8) por integrantes da comissão ao presidente do tribunal, ministro Luís Roberto Barroso. Eles reiteraram ao presidente do TSE que a urna eletrônica é segura para a realização das Eleições Municipais de 2020.

A Comissão Avaliadora do Teste Público de Segurança (TPS) 2019 concluiu, no documento, que as alterações feitas “atenderam plenamente” à melhoria dos quesitos de segurança identificados por peritos da Polícia Federal no ano passado. Entre as melhorias destacadas pela comissão estão, por exemplo, eliminação da possibilidade de alteração na versão impressa do boletim de urna (BU) (os investigadores não atingiram votos ou dados dos candidatos, mas conseguiram alterar informações superficiais do boletim, como o cabeçalho); e reestruturação do processo de geração e manipulação de chaves.

Participaram da entrega do documento o juiz auxiliar da Presidência do TSE e coordenador da Comissão Avaliadora do TPS 2019, Sandro Vieira; o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal, Giuseppe Janino; o representante do Ministério Público Federal Bruno Lopes Cotrim; o representante da Sociedade Brasileira de Computação Paulo Lício de Geus; o analista de desenvolvimento de sistemas da Ordem dos Advogados do Brasil José Rorilson Vieira de Araújo; e os professores Mamede Lima Marques e Jamil Salem Barbar, representantes da comunidade acadêmica.

Teste de Confirmação

Na última edição do TPS – realizada de 25 a 29 de novembro do ano passado –, o grupo de investigadores composto pelos peritos da PF detectou fragilidades e apontou sugestões de aperfeiçoamento na versão 2020 do sistema eletrônico de votação. Entre os agentes da PF estava Paulo Cesar Hermann Wanner, Ivo Peixinho e Galileu Batista de Souza, além do investigador individual Leonardo dos Santos.

Este ano, de 26 a 28 de agosto, o TSE recebeu os investigadores da PF para que verificassem, presencialmente, se as vulnerabilidades por eles identificadas em 2019 foram corrigidas – o chamado teste de confirmação. Para tanto, repetiram o plano de ataque feito no ano passado. Eles não obtiveram êxito em corromper os sistemas, conforme comprovou o relatório final.

Fonte: TSE

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