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Secretaria de Saúde confirma investigação por morte suspeita de leishmaniose em Patos de Minas

Os dados do paciente não foram divulgados.

Uma morte suspeita de leishmaniose está sendo investigada em Patos de Minas. A informação foi confirmada pela Prefeitura Municipal nessa quinta-feira (22). O caso ainda depende de análises do Estado. Os dados do paciente não foram divulgados.

Em resposta ao questionamento do Patos Hoje sobre a possível morte pela doença no município, a Prefeitura informou que: “Há um caso em investigação, dependendo de análise do Estado. Como está em andamento, não são fornecidos dados do paciente por enquanto”, informou a administração municipal. A Prefeitura também não divulgou quando o óbito ocorreu.

No início deste mês, o município havia divulgado dados sobre os casos da doença registrados em humanos. Somente neste ano, foram contabilizados sete casos de leishmaniose visceral. O número supera os registros anuais de cada um dos anos anteriores desde 2020. Em 2025, houve um caso; em 2024, três; e, entre 2020 e 2023, foi registrado um caso por ano. Ao todo, foram 15 casos de leishmaniose visceral entre 2020 e 2026. Nesse período, houve uma morte confirmada pela doença, registrada em 2022.

Em relação à leishmaniose cutânea ou tegumentar, o município registrou um caso neste ano. Entre 2020 e 2026, foram contabilizados 31 casos dessa forma da doença, sem registro de mortes.

A principal diferença entre as duas formas da doença está nas regiões do corpo afetadas e na gravidade. Enquanto a leishmaniose visceral atinge órgãos internos e é considerada a forma mais grave, a tegumentar afeta principalmente a pele e as mucosas.

A leishmaniose é uma doença causada por protozoários do gênero Leishmania e transmitida pela picada do mosquito-palha infectado. A orientação é manter quintais e terrenos limpos, evitando o acúmulo de folhas, frutas caídas e outros materiais orgânicos que favoreçam a reprodução do inseto.

Em humanos, a leishmaniose visceral pode provocar sintomas como febre prolongada, fraqueza, perda de peso, falta de apetite, anemia e aumento do fígado e do baço, podendo causar inchaço abdominal. Em casos mais graves, a doença pode comprometer o funcionamento de órgãos e levar à morte, principalmente quando não é diagnosticada e tratada a tempo. A orientação é procurar atendimento médico ao apresentar sintomas suspeitos, já que o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Leishmaniose em cães

A situação também preocupa em relação aos animais. Somente neste ano, 107 cães testaram positivo para leishmaniose em Patos de Minas, conforme levantamento divulgado no início de outubro. Em 2025, foram 131 casos e, em 2024, 79. Os cães podem atuar como reservatórios do parasita, mas a transmissão para humanos não ocorre pelo contato direto com o animal infectado, e sim pela picada do mosquito-palha infectado.

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