SAMU se posiciona sobre negativa de transporte à idosa e nega omissão no caso
Segundo os familiares, a idosa precisava de atendimento hospitalar e a decisão de não levá-la em uma ambulância do SAMU causou preocupação e revolta.
O SAMU 192/CISREUNO se manifestou sobre o caso da idosa atendida em Patos de Minas no último domingo (27), após familiares procurarem o Patos Hoje para reclamar que a equipe teria se recusado a realizar o transporte dela para uma unidade de saúde. Segundo os familiares, a idosa precisava de atendimento hospitalar e a decisão de não levá-la em uma ambulância do SAMU causou preocupação e revolta.
Procurado pela redação do Patos Hoje, o SAMU informou que analisou os registros do atendimento e que não foram identificados elementos que indiquem conduta omissiva ou inadequada por parte da equipe.
Segundo a direção do serviço, a equipe realizou a avaliação clínica da idosa no local e repassou as informações à Central de Regulação Médica, seguindo o fluxo de atendimento do SAMU.
O órgão explicou que a decisão sobre o transporte é tomada de acordo com as condições clínicas verificadas no momento do atendimento, a presença de sinais de gravidade, a necessidade de intervenção pré-hospitalar e a caracterização de uma situação de urgência ou emergência.
Conforme os registros disponíveis, não foram identificados, naquele momento, elementos clínicos que justificassem o transporte emergencial da idosa por uma unidade do SAMU. A família teria recebido orientações sobre a continuidade da avaliação pela rede de saúde.
O SAMU também esclareceu que o fato de uma equipe ser enviada até o local não significa, necessariamente, que o paciente será transportado. O atendimento pré-hospitalar inclui avaliação, assistência e orientações e, quando houver indicação clínica após a avaliação e a regulação médica, o transporte para o serviço de saúde adequado.
Em nota, o diretor técnico do Samu/CISREUNO, Dr. Mychell Flávio Aparecido Rodrigues de Sousa, afirmou que a conduta adotada pela equipe observou os critérios assistenciais utilizados pelo serviço e as diretrizes aplicáveis ao atendimento pré-hospitalar móvel.
Por respeito ao sigilo profissional e à proteção das informações de saúde da paciente, o SAMU informou que não irá divulgar dados clínicos individualizados registrados durante o atendimento.
O serviço também manifestou solidariedade à idosa e aos familiares e reforçou que o SAMU 192 deve atuar dentro de suas atribuições e critérios técnicos, garantindo atendimento às situações que necessitem de resposta pré-hospitalar de urgência ou emergência e preservando a disponibilidade das ambulâncias para essas ocorrências.
A família, por sua vez, havia contestado a condução do atendimento e questionado justamente a decisão de não realizar o transporte da idosa para avaliação hospitalar.