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Produto usado em obra deixa asfalto escorregadio e provoca queda de motociclistas e batida na Avenida Brasil

O incidente envolveu duas motocicletas e dois carros, deixando um motociclista ferido.

Um trecho de obra da Copasa deixou o asfalto bastante escorregadio e provocou uma sequência de acidentes na manhã desta terça-feira (22), na Avenida Brasil, próximo à Praça Madri, no Bairro Boa Vista, em Patos de Minas. O incidente envolveu duas motocicletas e dois carros, deixando um motociclista ferido.

De acordo com as informações registradas no Boletim de Ocorrência, o problema começou devido a uma obra de troca de tubulação realizada por uma empresa terceirizada. Durante os trabalhos, foi utilizado um produto químico chamado polímero — substância empregada para facilitar a perfuração e manipulação do solo. No entanto, a combinação do produto com a água acumulada na pista deixou o asfalto extremamente liso e escorregadio.

O primeiro a perder o controle foi um motociclista de 47 anos, que pilotava uma Yamaha Factor vermelha no sentido ao Centro. Ao ingressar na Avenida Brasil após contornar a Praça Madri, o veículo derrapou na pista molhada com polímero, fazendo com que ele fosse ao solo.

Logo atrás vinha um motorista de 51 anos, conduzindo um VW Voyage branco. Para evitar o atropelamento do motociclista que estava caído na via, ele precisou desviar bruscamente o veículo. Nessa manobra defensiva, o carro acabou colidindo na lateral de um GM Onix branco. A condutora do Onix não aguardou a chegada da Polícia Militar e seguiu viagem.

Pouco depois, um segundo motociclista, de 43 anos, que trafegava em uma Honda CG 150 cinza, também não conseguiu se manter equilibrado no asfalto escorregadio e caiu. Com dores e lesões na perna esquerda, ele precisou ser socorrido por terceiros e encaminhado a uma unidade de saúde para avaliação médica e exames.

Um técnico de segurança do trabalho da empresa terceirizada responsável pela obra esteve no local e prestou esclarecimentos à Polícia Militar. Ele explicou que o trecho deveria ter sido totalmente isolado pela equipe do turno anterior devido ao risco do polímero tornar o pavimento extremamente escorregadio em contato com a água.

Como não houve acordo imediato em razão da urgência no socorro da vítima, os envolvidos foram orientados a procurar o escritório da empresa responsável pela obra para o ressarcimento dos prejuízos materiais.

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