Presidente da Frigopatos confirma venda de frigorífico e explica detalhes da negociação

Ele preferiu não revelar o nome do comprador até o negócio ser oficializado.


O presidente da Cooperativa Frigopatos, Cícero Vieira, confirmou que o frigorífico da cooperativa, cuja obra está paralisada há cerca de dois anos, será vendido. A decisão foi aprovada em assembleia pelos cooperados após a falta de recursos inviabilizar a continuidade do projeto. Segundo ele, um grande grupo do setor frigorífico já demonstrou interesse e adquiriu a estrutura. Ele preferiu não revelar o nome do comprador até o negócio ser oficializado.

Cícero explicou que a paralisação das obras ocorreu por falta de capital e pela saída de vários cooperados ao longo do tempo. “Acabou o dinheiro, e como seria necessário investir uma quantia maior, não tivemos outra alternativa a não ser vender o negócio para garantir que o projeto finalmente saia do papel”, destacou.

A venda, segundo o presidente, já está praticamente concluída, restando apenas questões burocráticas para oficialização. Uma das pendências envolve o terreno de 20 hectares, localizado às margens da chamada Estrada de Alagoas, que foi doado pela Prefeitura de Patos de Minas em 2013. Para concluir o processo, será necessário que a Câmara Municipal aprove uma nova lei autorizando a transferência da área.

“A gente já passou toda a documentação para a Prefeitura dar a anuência e encaminhar o projeto à Câmara. Assim que for aprovada a autorização, o negócio será formalizado”, explicou o presidente.

As obras do Frigopatos estão adiantadas. A fundação, as lagoas e parte da estrutura já foram concluídas. Faltam apenas a construção dos prédios administrativos, vestiários e sala do SIF (Serviço de Inspeção Federal). Todos os equipamentos principais já foram adquiridos.

De acordo com Cícero, após a finalização da venda, o novo grupo pretende iniciar as obras já no mês de janeiro e concluir o frigorífico em até 18 meses, iniciando as atividades logo em seguida. A expectativa é de que o empreendimento gere cerca de 400 empregos diretos em Patos de Minas.

O presidente ressaltou que, apesar das dificuldades enfrentadas pela cooperativa e dos prejuízos que os cooperados vão sofrer, a venda representa uma nova oportunidade de desenvolvimento para o município. “Vai ser um negócio de muita prosperidade para toda a região” finalizou ele.

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