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Policiais encontram arara-canindé e espingarda em casa no Nossa Senhora de Fátima e homem acaba preso

De acordo com informações da Polícia Militar, os militares receberam uma denúncia anônima pelo Disque Denúncia Unificado (181) informando sobre a existência de aves silvestres em cativeiro e possível comércio de pássaros.

Um homem de 38 anos foi preso em flagrante na tarde dessa segunda-feira (08) em Patos de Minas após a Polícia Militar de Meio Ambiente localizar uma arara-canindé mantida sem documentação e uma espingarda calibre .22 dentro da residência dele, no bairro Nossa Senhora de Fátima.

De acordo com informações da Polícia Militar, os militares receberam uma denúncia anônima pelo Disque Denúncia Unificado (181) informando sobre a existência de aves silvestres em cativeiro e possível comércio de pássaros. Ao chegarem ao imóvel, os policiais conseguiram visualizar uma arara-canindé em um poleiro aberto na garagem da casa.

A mãe do suspeito, que estava no local, informou que a ave não possuía qualquer documentação e autorizou a fiscalização no interior da residência. Durante as buscas, acompanhadas por uma funcionária da casa, os militares encontraram uma espingarda calibre .22, sem munições, sobre uma cômoda no quarto do casal. A mulher relatou que a arma pertencia ao filho.

Pouco depois, o morador chegou ao imóvel e confirmou que não possuía documentação referente à arara-canindé nem à arma de fogo. Segundo ele, a espingarda pertencia ao pai, falecido há cerca de quatro anos, e havia sido levada da fazenda para a cidade há alguns meses. Nenhum outro material ilícito foi encontrado durante as buscas.

Diante dos fatos, o homem foi preso em flagrante pelos crimes de manter espécime da fauna silvestre em cativeiro e de posse irregular de arma de fogo de uso permitido. A espingarda foi apreendida e encaminhada à Polícia Civil.

Na esfera administrativa, também foi lavrado auto de infração ambiental. Em razão de uma restrição temporária para recebimento de animais provenientes de fiscalizações, determinada em memorando do Instituto Estadual de Florestas (IEF), a arara-canindé permaneceu sob a responsabilidade do próprio autuado, na condição de depositário.

A Polícia Militar informou ainda que o suspeito colaborou durante toda a ocorrência, não sendo necessário o uso de algemas, e que todos os direitos dele foram preservados.

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