Pitbull solto no bairro Barreiro volta a atacar outros cães e policial precisa atirar para conter agressões
Em relação à remoção do animal, o Corpo de Bombeiros informou que não foi possível realizar o recolhimento do Pitbull no momento da ocorrência.
Um Pitbull solto mobilizou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros na madrugada deste sábado (17), na Avenida Edson Nunes de Paula, no Bairro Residencial Barreiro, em Patos de Minas. Um cão, de pelagem caramelo, que transitava pela via pública sem coleira e sem focinheira, atacou outro cachorro e precisou ser contido por intervenção policial.
De acordo com o registro da ocorrência, os militares foram acionados por uma moradora de 37 anos, que relatou que o cão solto já vinha atacando outros animais pelo bairro e que, em datas anteriores, já teria matado dois cachorros na região.
Durante a conversa com a solicitante e com outra moradora do local, de 45 anos, os policiais presenciaram o momento exato em que o Pitbull avançou contra outro cachorro menor. Diante da gravidade e da violência do ataque, o policial militar tentou inicialmente conter a agressão utilizando um bastão de polietileno. No entanto, como a medida não foi suficiente para fazer o cão soltar o outro animal e o pequeno cachorro corria risco iminente de morte, foi necessário efetuar um disparo de arma de fogo em direção ao solo. O projétil ricocheteou e atingiu a região das costelas do Pitbull, fazendo com que ele finalmente soltasse.
O cão atacado sofreu múltiplas lesões pelo corpo e foi socorrido pelo próprio tutor, sendo encaminhado a um médico veterinário de plantão.
Testemunhas relataram às equipes que o tutor do Pitbull seria um morador de 36 anos, residente na Rua Valda Magalhães Maciel. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros tentaram contato na residência indicada, mas ninguém foi localizado no imóvel.
Em relação à remoção do animal, o Corpo de Bombeiros informou que não foi possível realizar o recolhimento do Pitbull no momento da ocorrência. A justificativa é que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município não dispõe de local apropriado para custódia fora do horário comercial e em dias não úteis.
Como o proprietário não foi encontrado e não houve condições de recolhimento pelas autoridades competentes, o cão acabou permanecendo na via pública. O caso foi registrado como omissão de cautela na guarda/condução de animais e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.