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PF prende agentes da Polícia Legislativa acusados de atrapalhar Lava Jato

Quatro mandados são de prisão temporária de membros da Polícia Legislativa.

A Polícia Federal cumpre, na manhã de hoje (18), mandados judiciais no Senado Federal ligados a uma nova operação, denominada Métis, que apura a atuação de agentes da Polícia Legislativa para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e também de outros casos envolvendo políticos.

Quatro mandados são de prisão temporária de membros da Polícia Legislativa. A PF aponta o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho,  como líder do grupo que utilizava a estrutura de inteligência da Polícia Legislativa para atrapalhar investigações contra senadores e ex-senadores.

Agentes da PF estão neste momento nos gabinetes da Polícia Legislativa do Senado, no subsolo da Casa, para coletar provas. Segundo a PF não estão sendo cumpridos mandados em gabinetes ou endereços de políticos.

De acordo com a PF, Carvalho “ordenou a prática de atos de intimidação à Polícia Federal, no cumprimento de mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal em apartamento funcional de Senador”.

Carvalho é homem de confiança do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) que, segundo sua assessoria, encontra-se em Maceió nesta sexta-feira.

Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados judiciais. O grupo vai responder pelo crimes de associação criminosa armada, corrupção privilegiada e embaraço à investigação de infração penal. Somadas, as penas podem chegar a 14 anos de prisão, além de multa.

Base Aérea

Ao participar de um evento na Base Aérea de Brasília, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que foi informado na manhã desta sexta-feira sobre a Operação Métis pelo diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra. "Tenho conhecimento da operação porque o doutro Daiello ligou no inicio da manhã informando”, disse Moraes.

O ministro, no entanto, disse que só vai comentar a operação após ter acesso ao relatório da PF. “Vou aguardar o relatório da Polícia Federal. Daqui a pouco vou me reunir com o Dr. Daiello e todos os superintendentes [em evento previamente agendado, de inauguração do inquérito eletrônico da PF]. Ele vai fazer um relatório do que ocorreu hoje na operação", disse ele.

Alexandre de Moraes lembrou que a PF apenas cumpriu ordem judicial. "Foi uma operação com ordem judicial e a PF simplesmente cumpriu a ordem judicial para a continuidade das operações”, disse o ministro na Base Aérea de Brasília, durante cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Aeronáutico.

Fonte: Agência Brasil

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