Cleitinho lidera a corrida ao governo de Minas em Patos de Minas; Lud Falcão tem 55% para deputado estadual

Pesquisa do INPAC ouviu 500 eleitores do município entre 1º e 4 de agosto. Da segunda colocação em diante, as diferenças ficam dentro da margem de erro em todas as disputas testadas.

A poucos dias do início oficial da campanha, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas e Consultoria (INPAC) mostra como está o cenário eleitoral em Patos de Minas. O levantamento foi contratado pela CONTATO PRODUÇÕES E RADIODIFUSÃO LTDA. e ouviu 500 eleitores do município, em entrevistas pessoais e domiciliares, entre os dias 1º e 4 de agosto. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MG-03837/2026, tem margem de erro de 4,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

Todos os percentuais reproduzidos a seguir são calculados sobre o total de entrevistados, o que inclui quem não soube ou não quis responder, quem pretende votar em branco ou nulo e quem afirma que não vai votar.

Uma observação vale para todos os cenários apresentados. Diferenças menores que a margem de erro não permitem afirmar que um candidato está à frente do outro: nesses casos há empate técnico, ainda que os números apareçam em ordem decrescente nos gráficos.

Governador de Minas Gerais

Na disputa pelo governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece isolado na liderança, com 43,2% das intenções de voto em Patos de Minas.

Do segundo lugar em diante, porém, o quadro é de indefinição. Alexandre Kalil (PDT) registra 5,8%, seguido por Patrus Ananias (PT), com 3,6%. O atual governador, Mateus Simões (PSD), e Ben Mendes (Missão) aparecem ambos com 3,4%, e Gabriel Azevedo (MDB) tem 1,8%. Em seguida vêm Flávio Roscoe (PL) e Túlio Lopes (PCB), com 1,4% cada, Marcelo Aro (PP) e Maria da Consolação (PSOL), com 1,2%, e Indira Xavier (UP) e Rafael Duda (PSTU), com 0,8%. As diferenças entre todos esses nomes são inferiores à margem de erro, de modo que a pesquisa não permite estabelecer uma ordem entre eles.

O levantamento aponta ainda um contingente expressivo de eleitores sem escolha definida: 26,2% não souberam ou não quiseram responder, 2,4% pretendem votar em branco ou anular e 3,4% afirmam que não vão votar. Somados, esses três grupos representam 32% do eleitorado ouvido.

Deputado estadual

Na disputa para deputado estadual, a concentração de votos é ainda maior. Lud Falcão aparece com 55% das intenções de voto no município. Dr. Hely surge em segundo lugar, com 15,4%. A distância entre os dois é a maior registrada em toda a pesquisa e está muito acima da margem de erro.

A partir da terceira colocação, os nomes testados se aproximam e nenhuma diferença é estatisticamente significativa. Wiliam de Campos, vereador, tem 3,8%, e Vitor Porto, 3%. Na sequência aparecem Maria Clara, com 1,4%, Marli Ribeiro, Fernando Breno e Bosco, todos com 1,2%, e Raul Belém, com 1%.

Esta é também a disputa em que o eleitor de Patos de Minas se mostra mais decidido: 12,2% não souberam ou não quiseram responder, 2,8% optaram por branco ou nulo e 1,8% disseram que não pretendem votar.

Deputado federal

O cenário para deputado federal apresenta a disputa mais distribuída entre os nomes testados. Nikolas Ferreira lidera com 28,2% das intenções de voto, seguido por José Eustáquio, vereador, com 14,8%. A diferença entre os dois é superior à margem de erro.

Do terceiro colocado em diante, todos os nomes estão em empate técnico. Gladston Gabriel, vereador, registra 5,4%; Coronel Azevedo, 3,4%; André Janones, 3%; Zé Vitor, 2,8%; Newton Cardoso Júnior, 2,6%; Igor, ex-prefeito de Paracatu, 2%; Greyce Elias, 1,8%; e Junio Amaral, 0,4%.

A disputa reúne também um grande contingente de eleitores sem candidato definido. Nada menos que 27% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder, aos quais se somam 4,8% que pretendem votar em branco ou anular e 3,8% que afirmam não pretender votar. Ou seja, mais de um terço do eleitorado ouvido ainda não tem candidato a deputado federal.

Deputado federal: cenário com os apoios declarados

O levantamento testou um segundo cenário para a disputa a deputado federal, no qual foram apresentados aos entrevistados os apoios declarados a cada candidato. Nesse cenário, Coronel Azevedo, indicado pelo ex-prefeito e atual candidato a vice-governador Luís Eduardo Falcão, registra 14,8%, e Nikolas Ferreira aparece com 17%. A diferença entre os dois, de 2,2 pontos percentuais, é inferior à margem de erro, de modo que ambos estão em empate técnico na liderança.

José Eustáquio chega a 9,6%. Gladston Gabriel, que tem o apoio da irmã, a prefeita Sandra Gomes, aparece com 4,4%. Na sequência vêm André Janones, com 2,8%, e Zé Vitor, com 2,6%. Greyce Elias e Newton Cardoso Júnior registram 1,8% cada, seguidos por Igor, ex-prefeito de Paracatu, com 0,8%, e Junio Amaral, com 0,2%.

É nesse cenário que a indefinição do eleitorado se mostra mais acentuada em toda a pesquisa: 36% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. A eles somam-se 5,2% que afirmam não pretender votar e 3% que optam por branco ou nulo. Por se tratar de estímulo distinto do apresentado no cenário anterior, os percentuais dos dois quadros não devem ser comparados diretamente, um a um, como se medissem a mesma pergunta.


Avaliação do governo de Minas Gerais

A pesquisa também mediu a avaliação do atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões. Entre os entrevistados de Patos de Minas, 17,8% classificam o trabalho como bom e 2,8% como ótimo, o que resulta em 20,6% de avaliação positiva. Na outra ponta, 9,8% consideram a gestão ruim e 8,8% a classificam como péssima, somando 18,6% de avaliação negativa.

A maior parcela entre as respostas efetivamente dadas, 29,4%, considera a administração regular. Chama atenção o índice de 31,4% de entrevistados que não souberam ou não quiseram responder, o mais alto de toda a escala, sinal de que boa parte do eleitorado do município ainda não formou opinião sobre o governo estadual.


Identificação política do eleitor

Outro dado relevante aparece quando os eleitores são questionados sobre como se identificam politicamente. Entre os entrevistados, 16,6% se consideram petistas ou lulistas e o mesmo percentual, 16,6%, declara-se de direita. Outros 15% se identificam como bolsonaristas, 13,6% dizem ser de centro e 6,2% afirmam ser de esquerda.

O maior grupo, no entanto, é o dos que não se enquadram em nenhum rótulo: 32% não souberam ou não quiseram responder. Entre as quatro primeiras categorias — de petista ou lulista até centro — as diferenças são inferiores à margem de erro, o que recomenda cautela na leitura de qualquer hierarquia entre elas.


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