Pacientes estão há mais de um ano aguardando consultas e exames em Patos de Minas

Nas unidades de saúde, pilhas de pedidos de exame aguardam liberação da Secretaria Municipal de Saúde.


Pilhas de pedidos de exame aguardam liberação da Secretaria Municipal de Saúde.
Pacientes que precisam de exames de ultrassonografias e consultas na área de cardiologia em Patos de Minas estão tendo que esperar mais um ano para conseguir atendimento pelo Sistema Único de Saúde. Nas unidades de saúde, pilhas de pedidos de exame aguardam liberação da Secretaria Municipal de Saúde. Em alguns casos, a simples contratação de um profissional resolveria o problema.

A fila de espera pelos exames de ultrassonografia, por exemplo, poderia ser reduzida consideravelmente se a Secretaria Municipal de Saúde contratasse um profissional para operar o equipamento que o município possui e que está instalado na Clínica de Especialidades. A afirmação é feita pelos próprios funcionários da Secretaria de Saúde que atribuiu o agravamento do problema à simples falta de vontade de buscar uma solução.

A ultrassonografia é um exame complementar importante para fazer o diagnóstico de doenças. Em Patos de Minas, no entanto, diversos pacientes estão na fila de espera que se acumula desde 2012. A demora na liberação dos exames só não é mais grave do que o problema enfrentado pelos pacientes do setor de cardiologia.

A informação é de que a Secretaria Municipal de Saúde está liberando apenas três consultas por mês para cada equipe do Programa de Saúde da Família. Diante disso, pacientes encaminhados para fazer consulta com cardiologista estão tendo que esperar até um ano para fazer a primeira consulta.

E mesmo aqueles pacientes que conseguem a primeira consulta estão tendo problemas. Depois de passar pelo médico, eles não conseguem fazer os exames. Em casos mais graves, onde havia risco de vida, pacientes pagaram exame do próprio bolso e ainda assim não se livraram do problema. Agora eles não conseguem marcar o retorno ao cardiologista para mostrar o exame e definir o tratamento.

O problema se agrava desde junho do ano passado e deixa dezenas de pacientes em situação delicada. A redação do Patos Hoje encaminhou o problema para a assessoria de comunicação da Prefeitura há cerca de duas semanas, mas até o momento não conseguiu uma resposta da Secretaria Municipal de Saúde.

Autor: Maurício Rocha

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