Olho Vivo, QR Code e Scanner ajudam PM a descobrir caminhonete clonada em Patos de Minas

A utilização de tecnologias empregadas pela Polícia Militar foi decisiva para a apreensão de uma caminhonete clonada e a prisão de um homem de 57 anos na tarde desta terça-feira (7), em Patos de Minas.

De acordo com as informações policiais, a ocorrência teve início após as câmeras do sistema Olho Vivo identificarem uma Fiat Strada Volcano preta com suspeita de clonagem circulando pela Avenida Marabá, nas proximidades do Auto Posto Caiçaras. A informação foi repassada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), que direcionou as equipes para a abordagem do veículo.

Durante a fiscalização, os policiais utilizaram outro recurso tecnológico: a leitura do QR Code da placa de identificação veicular. No procedimento, nenhuma informação cadastral foi retornada pelo sistema, aumentando as suspeitas de adulteração.

Na sequência, foi realizada uma inspeção nos sinais identificadores da caminhonete, quando foram encontrados indícios de adulteração no chassi e na numeração do motor.

Para confirmar a fraude, policiais militares rodoviários empregaram um scanner automotivo, equipamento capaz de acessar a central eletrônica do veículo. A leitura revelou um número de chassi diferente daquele gravado fisicamente na caminhonete.

Após consulta aos bancos de dados, foi constatado que o chassi eletrônico pertencia a outro veículo com as mesmas características, registrado sob outra placa, comprovando a adulteração dos sinais identificadores e reforçando a suspeita de clonagem.

A equipe da Polícia Militar Rodoviária ainda entrou em contato com o proprietário da caminhonete original, que informou estar com o veículo verdadeiro em sua garagem desde a retirada da concessionária, descartando qualquer possibilidade de furto ou roubo do automóvel legítimo.

O motorista abordado relatou que estava com a caminhonete havia cerca de um ano. Segundo ele, o veículo foi adquirido em uma garagem de Belo Horizonte por R$ 102 mil, além da assunção de 18 parcelas de R$ 1.294, e ainda não havia sido transferido para seu nome.

Diante das evidências obtidas por meio das tecnologias utilizadas na fiscalização, a caminhonete foi apreendida e removida por um guincho credenciado. O condutor foi preso em flagrante por adulteração de sinal identificador de veículo automotor e encaminhado à Delegacia da Polícia Civil, sem necessidade do uso de algemas.

O caso será investigado pela Polícia Civil para identificar a origem do veículo adulterado e apurar as circunstâncias da negociação.

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