Namorada e cúmplice são presas por dopar e matar homem afogado em córrego de Patos de Minas
Após um mês desaparecido, o corpo de Lindomar Benedito de Jesus foi encontrado às margens Córrego Limoeiro, nas proximidades do bairro Barreiro.
A Polícia Civil desencadeou a Operação Latrodectus nesta quarta-feira (08) para prender as duas mulheres acusadas de planejar e assassinar um homem de 51 anos em Patos de Minas. O crime aconteceu no dia 26 de abril. Após um mês desaparecido, o corpo de Lindomar Benedito de Jesus foi encontrado às margens Córrego Limoeiro, nas proximidades do bairro Barreiro.
Em princípio, a morte de Lindomar parecia ter sido natural, mas as investigações da Polícia Civil apontaram para um desfecho macabro. Segundo o que foi apurado no inquérito, a mulher de 39 anos, então namorada de Lindomar, estava insatisfeita por ele não ter cumprido promessas de comprar carro e fazenda para ela.
O crime começou a ser planejado um mês antes. A namorada convidou Lindomar para um piquenique e pediu para que ele não contasse a ninguém. A amiga sugeriu que ele fosse dopado com Clonazepam. A partir dai, as duas passaram a planejar uma forma de matar o homem sem levantar suspeitas.
No dia do suposto piquenique, a namorada convenceu Lindomar a participar de uma brincadeira, uma competição para saber quem bebia mais rápido. Com a bebida adulterada com aproximadamente meio frasco do medicamento, o homem passou mal e foi até o córrego para lavar o rosto. Nesse instante, namorada teria segurado sua cabeça debaixo d'água até causar a morte por afogamento.
Com as investigações concluídas, a Polícia Civil indiciou as duas mulheres por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e dissimulação com recurso que dificultou a defesa da vítima. O inquérito foi encaminhado à Justiça que decretou a prisão preventiva das duas.
Nesta manhã, a Polícia Civil realizou a Operação Latrodectus para cumprir os mandados de prisão. As duas mulheres não reagiram e foram levadas para o Presídio de Presidente Olegário, onde permanecerão à disposição da Justiça.
Segundo a Polícia Civil o trabalho de prisão das envolvidas foi batida de Operação Latrodectus em referência ao nome científico da aranha viúva-negra, que mata o parceiro após o acasalamento.