Mulheres inventam doenças graves para pedir doações e acabam presas em Patos de Minas

As suspeitas, que são de Montes Claros, estavam hospedadas em um hotel no centro da cidade.

Duas mulheres, de 19 e 36 anos, foram presas pela Polícia Militar, na manhã desta terça-feira (09), em Patos de Minas, suspeitas de aplicar golpes utilizando histórias falsas sobre problemas de saúde de uma criança e de um idoso para arrecadar dinheiro da população. As suspeitas, que são de Montes Claros, estavam hospedadas em um hotel no centro da cidade.

Segundo o sargento Peres, a ocorrência teve início por volta das 11h, quando policiais militares realizavam registros de ocorrências em uma base e perceberam uma jovem abordando pessoas na rua com um cartaz. Os militares observaram que ela conversava com os pedestres e conseguia receber doações, o que despertou suspeitas devido ao histórico de golpes semelhantes registrados em diversas cidades.

Ao verificarem o material utilizado, os policiais encontraram a fotografia de uma criança de aproximadamente três anos, apresentada como portadora de uma doença grave que exigiria uma cirurgia no valor de R$ 100 mil. O cartaz continha as fotos, as informações e até o QR Code e a chave PIX. Durante a abordagem, a jovem entrou em contradição ao explicar a situação e acabou informando que a mãe da criança estaria hospedada em um hotel da região central.

As equipes foram até o local e encontraram a segunda mulher, de 36 anos. No quarto onde ela estava hospedada, os militares localizaram diversos cartazes semelhantes, alterando apenas os dados para recebimento de doações. Além da imagem da criança, havia também material contendo a fotografia de um homem idoso, que supostamente estaria em estágio terminal de câncer e necessitaria de cuidados paliativos.

A Polícia Militar conseguiu contato com a avó da criança, residente em Montes Claros. Ela confirmou que a criança realmente existe e que já enfrentou problemas de saúde no passado, mas afirmou que atualmente está saudável e não necessita de qualquer tratamento. Em relação ao homem retratado nos cartazes, foi constatado que ele não possui câncer, mas enfrenta problemas relacionados à dependência química.

Durante as diligências, os policiais também apreenderam duas máquinas de cartão. As suspeitas alegaram que trabalhavam com a venda de panos de prato e chaveiros. No entanto, apenas uma pequena quantidade de panos de prato foi encontrada, considerada, pelos policiais, insuficiente para justificar a atividade comercial alegada. Chaveiros não foram localizados.

Diante das evidências, os militares concluíram que as mulheres utilizavam histórias falsas para sensibilizar as pessoas e obter vantagens financeiras de forma ilícita. As duas foram encaminhadas para a Delegacia de Plantão e autuadas pelo crime de estelionato.

De acordo com o sargento Peres, até o momento, duas vítimas já foram identificadas e qualificadas na ocorrência. O militar orientou que qualquer pessoa que tenha realizado doações às suspeitas procure a Polícia Civil para registrar o caso.

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