Mulher se recusa a ter relações sexuais e é agredida pelo ex na frente do filho de 2 anos; ele fugiu

A vítima conseguiu escapar e fugiu correndo pela via pública apenas com parte das roupas, gritando por socorro.

Uma mulher de 28 anos passou por momentos difíceis na madrugada desta sexta-feira (12) em Patos de Minas. Ela relatou que foi agredida pelo ex-companheiro, de 38 anos, que chegou embriagado à residência e tentou forçá-la a ter relações sexuais. A vítima conseguiu escapar e fugiu correndo pela via pública apenas com parte das roupas, gritando por socorro.

De acordo com as informações registradas no boletim de ocorrência, um policial penal de 41 anos transitava pela rua quando se deparou com a jovem correndo desesperada e clamando por ajuda. Diante da gravidade da situação, ele interveio e acionou imediatamente a Polícia Militar.

Quando a equipe policial chegou ao local, conversou com a vítima em um ambiente reservado para evitar uma nova exposição. Ela relatou aos militares que está separada há pouco tempo do homem de 38 anos, com quem possui um filho de apenas 2 anos de idade.

Ainda conforme o relato da mulher, o ex-companheiro chegou à residência com visíveis sinais de embriaguez alcoólica. Na sala do imóvel, os policiais constataram diversas latas de cerveja vazias espalhadas pelo piso. O homem passou a insistir para ter relações sexuais contra a vontade da vítima. Ela relatou que, diante da negativa, ele ficou extremamente agressivo.

Segundo ela, o autor tentou constrangê-la fisicamente para forçar o ato e, em seguida, passou a agredi-la segurando-a pelo pescoço em uma tentativa de enforcamento. Toda a ação de violência física e psicológica aconteceu na presença do filho do casal, de apenas 2 anos. A mulher conseguiu se desvencilhar dos braços do agressor e correu para a rua.

Após as agressões, o homem de 38 anos fugiu do local conduzindo uma caminhonete, tomando rumo ignorado antes da chegada das viaturas. A Polícia Militar realizou intensos rastreamentos pelas imediações e nos locais comumente frequentados pelo autor, mas ele não foi localizado.

Apesar do relato do estrangulamento, a vítima não apresentava hematomas visíveis na região do pescoço, informou que não sentia dores e dispensou o atendimento médico.

Ela foi devidamente orientada pelos policiais sobre os seus direitos assegurados pela Lei Maria da Penha e sobre os procedimentos para solicitar uma medida protetiva de urgência. No entanto, neste primeiro momento, a mulher manifestou o desejo de não representar criminalmente contra o ex-companheiro. O boletim de ocorrência foi encaminhado para a Polícia Civil para que sejam adotadas as providências de polícia judiciária.

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