Motorista que provocou acidente com morte na Major Gote é condenado em Júri Popular

O acidente aconteceu na madrugada do dia 19 de novembro de 2006.

O motorista foi levado a Júri Popular acabou sendo condenado a uma pena de 6 anos e meio

Um motorista da cidade de Brasília que provocou um acidente em 2006 em Patos de Minas continua sofrendo as consequências. Ele foi levado a Júri Popular nessa terça-feira (26) e acabou sendo condenado a uma pena de 6 anos e meio que deverá ser cumprida em regime semiaberto. Ele vai recorrer da decisão, mas o caso serve de alerta para que as pessoas tenham mais responsabilidade no trânsito.

O acidente aconteceu na madrugada do dia 19 de novembro de 2006. O policial militar Nelci Alves da Silva, na época com 42 anos, seguia pela rua Major Gote quando foi atingido por trás pelo veículo conduzido por Gustavo de Queiroz Chaveiro, na época com 23 anos de idade. Nelci morreu na hora.

O Ministério Público denunciou Gustavo por homicídio doloso, quando há a intenção de matar e quase 10 anos após o acidente, o jovem foi levado a Júri Popular. De acordo com a promotora de justiça, Vanessa Dosualdo Freitas, ao se comportar daquela forma no trânsito, o condutor sabia que poderia matar uma pessoa. Ele não compareceu ao julgamento.

Depois de ouvir testemunhas, a acusação e a defesa, os jurados entenderam que houve dolo na atitude de Gustavo e decidiram pela condenação do motorista por homicídio doloso. Ele deverá cumprir pena de seis anos em regime semiaberto e mais seis meses em regime aberto. Além disso, o jovem perdeu o direito de dirigir pelo período de seis meses.

O advogado de defesa, Tadeu Henrique dos Santos Osório, não concordou com a decisão e adiantou que vai recorrer pedindo a nulidade do julgamento. Ele argumentou que o motorista deveria ser julgado por crime de trânsito, como estabelece a lei e não pelo código penal. Tadeu sustentou ainda que Gustavo tem bons antecedentes, não tendo sequer uma passagem pela polícia, não podendo ser julgado como criminoso por um acidente de trânsito.

O julgamento e a condenação servem de alerta para os motoristas que costumam fazer das ruas da cidade pistas de corrida, sem respeitar as regras de trânsito e a vida das pessoas.

Autor: Maurício Rocha

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