Moradores vizinhos à Lagoa Grande enfrentam invasão de sapos e sobram reclamações

O fenômeno pode ter sido provocado pela intervenção na represa, que acabou eliminando os predadores naturais desta espécie.

Centenas de pequenos sapos deixam a represa a todo instante.

Uma invasão de sapos está tirando o sossego de moradores vizinhos à Lagoa Grande. Nesse final de semana, algumas famílias tiveram trabalho extra para evitar que os animais entrassem em suas casas. O fenômeno pode ter sido provocado pela intervenção na represa, que acabou eliminando os predadores naturais desta espécie.

Segundo os moradores, centenas de pequenos sapos deixam a represa a todo instante, atravessam a rua e vão direto para as casas. As imagens mostram um amontoado de sapinhos  sem saber para onde ir. Os moradores tentaram se livrar dos anfíbios espalhando sal pelo quintal, mas a medida não foi tão produtiva.

Não são poucas as pessoas que têm medo dos sapos. A pele verruguenta torna esses anfíbios indesejados, apesar de sua importância na cadeia alimentar.  O animal é praticamente inofensivo. Somente quando atacados, geralmente por cães, é que os sapos eliminam uma substância leitosa que pode provocar no máximo uma irritação nos olhos, nariz e boca.

E os moradores podem ir se acostumando com os sapos. Segundo o biólogo Saulo Gonçalves, a tendência é de que a situação piore. Ele explica que a retirada de peixes, cágados e outros animais que habitavam a Lagoa provocou uma quebra na cadeia alimentar. Sem os predadores naturais, a reprodução dos sapos ficou sem controle.

O biólogo explica que o incômodo para os moradores vizinhos à Lagoa Grande vai aumentar na medida em que os sapos forem crescendo. “Os sapos em grande quantidade também provocam mau cheiro”, explica o biólogo. E se nada for feito, na próxima primavera, quando ocorrer outro período de reprodução, o número de sapos será ainda maior.

A Lagoa Grande foi esvaziada para que fossem realizadas obras de desassoreamento. O trabalho foi cercado de polêmicas e atrasou muito. E mesmo depois de pronto, o principal cartão postal de Patos de Minas continua a espera de definições do poder público. A Copasa já anunciou que não irá encher e manter o espelho d’água sem que haja uma cobrança. A Prefeitura ainda estuda a proposta de convênio.

Autor: Maurício Rocha

Últimas Notícias

Motorista perde controle de picape e vai parar na ciclovia após batida em Patos de Minas

Veja mais

Caminhão trafega na contramão e rompe fiação no Centro de Patos de Minas

Veja mais

Operação Último Vestígio busca suspeitos pelo desaparecimento de homem que mobiliza João Pinheiro

Veja mais

Mulher não paga por serviços de beleza e acaba indiciada por estelionato em Patos de Minas

Veja mais

Homem de 31 anos morre após ser atropelado na BR-352, em Lagoa Formosa

Veja mais

4ª Óinc! Fest já tem data marcada e será realizada em novo endereço em Patos de Minas

Veja mais