Modelo patense estrela campanha internacional da Xiaomi na China e revela sucesso

Aos 19 anos, patense vive início de carreira internacional após intercâmbio na Dinamarca e já conquistou trabalho para uma das maiores marcas de tecnologia do mundo

A modelo patense Manuela Marques, de 19 anos, acaba de dar um passo importante na carreira ao estrelar uma campanha publicitária internacional da Xiaomi, uma das principais empresas de tecnologia do mundo. O trabalho foi realizado na China, onde a jovem está construindo sua trajetória no mercado internacional da moda.

Com muitas dificuldades de fuso horário e mesmo de comunicação, Manuela Marques conversou com o Patos Hoje. Ela explicou que o trabalho para a Xiaomi foi, inclusive, o primeiro de Manuela em território chinês. O material publicitário foi divulgado globalmente pela marca, por meio de seus canais internacionais, levando a imagem da modelo de Patos de Minas para uma audiência muito além do Brasil.

Em vídeo da campanha, Manuela aparece ao lado de outros modelos em uma produção ambientada na China, em material associado ao perfil global da Xiaomi. “Eu não imaginei que fosse parar na China tão rápido na minha carreira, mas fiquei muito feliz e agarrei a oportunidade”, contou Manuela.

Ela contou que tudo começou com um intercâmbio na Dinamarca. A história que levou a jovem patense ao mercado internacional começou antes mesmo de ela ingressar profissionalmente na moda. Manuela estudou praticamente toda a vida em um colégio particular em Patos de Minas, do 6º ano do ensino fundamental até a metade do 3º ano do ensino médio.

Em 2024, aos 17 anos, ela embarcou para a Dinamarca para participar de um intercâmbio pelo Rotary. Durante um ano, viveu em uma pequena cidade do interior do país, onde concluiu o ensino médio. A experiência internacional acabou tendo um papel importante na decisão sobre o futuro profissional.

“Meu intercâmbio me abriu muitas portas e me fez conhecer outras culturas e lugares extraordinários. Isso me fez entender que eu gosto muito de viajar e conhecer outros lugares, pessoas, culturas e culinárias”, relata.

Manuela retornou ao Brasil em julho de 2025, aos 18 anos, ainda sem saber qual faculdade pretendia cursar. Foi então que decidiu apostar em um antigo sonho: ser modelo. “Eu sempre quis ser modelo. Desde criança eu dizia para todo mundo que era com isso que ia trabalhar quando crescesse”, afirma.

Em abril deste ano, Manuela assinou contrato com sua agência mãe, a Toxic Models. Menos de uma semana depois, surgiu a oportunidade de integrar uma agência na China, em Guangzhou. Por questões relacionadas ao visto de trabalho e outros procedimentos, o embarque aconteceu somente no início de junho. Manuela viajou sozinha para o país, pouco depois de completar 19 anos.

Inicialmente, ela passou cerca de dois meses em Guangzhou. Depois, mudou-se para Hangzhou, cidade onde vive atualmente. A rapidez com que a carreira avançou surpreendeu a própria modelo. E a primeira oportunidade profissional na China veio justamente de uma marca de alcance mundial.

“Eu sinceramente não esperava que meu primeiro trabalho da vida fosse para uma marca tão influente mundialmente e nem sabia que ia ser postado globalmente”, revela. Por questões contratuais, Manuela prefere não revelar detalhes específicos sobre a produção da campanha.

Além do trabalho, a experiência na China tem proporcionado à modelo um contato intenso com uma cultura bastante diferente da brasileira. Entre os aspectos que mais chamaram sua atenção estão a segurança, o transporte público e o baixo custo de alguns serviços. Segundo Manuela, é comum utilizar bicicletas e scooters compartilhadas disponíveis nas próprias ruas, enquanto o transporte público é considerado barato e fácil de utilizar.

A tecnologia também faz parte de praticamente todos os momentos do cotidiano. “Tudo depende do celular aqui”, conta. Pagamentos são feitos por QR Code e o mesmo recurso é utilizado para acessar ônibus e metrôs e até para liberar bicicletas compartilhadas. Há ainda quiosques onde é possível alugar baterias portáteis para celulares. “Sem celular funcionando aqui você literalmente não consegue fazer nada, nem pedir comida, nem pagar uma água.”

À noite, o cenário urbano também impressiona a patense, com prédios iluminados e grandes painéis de LED espalhados pela cidade. “É muito diferente do Brasil, outro nível de tecnologia mesmo”, descreve.

A experiência internacional, porém, também traz desafios. Um dos principais é a comunicação. Segundo Manuela, poucas pessoas falam inglês no cotidiano, enquanto grande parte das informações está disponível apenas em chinês.

Até aplicativos comuns no Brasil podem apresentar dificuldades de utilização. Redes sociais são bloqueadas no país e, de acordo com ela, nem sempre a VPN funciona adequadamente, o que dificulta o contato com amigos e familiares brasileiros. A locomoção também pode ser complicada para quem acabou de chegar, já que os mapas e placas estão predominantemente em chinês.

A alimentação foi outro desafio. A culinária local é bastante diferente daquela à qual estava acostumada, exigindo um período de adaptação. O clima quente e úmido e a diferença de 11 horas em relação ao Brasil também estão entre as dificuldades.

Apesar do choque cultural inicial, Manuela afirma que vem se adaptando aos costumes locais e até incorporou alguns hábitos chineses à rotina.

A jovem não pretende encerrar a experiência internacional tão cedo. Seu visto permite permanecer na China por quatro meses e, no final de setembro, ela deverá seguir para outro destino, que ainda mantém em segredo.

A previsão é voltar ao Brasil somente no próximo ano, mas não de forma definitiva. A intenção é continuar investindo na carreira internacional, retornando ao país principalmente para visitar a família e passar períodos de férias.

A trajetória, que começou com um sonho de infância e ganhou novos caminhos a partir de um intercâmbio pelo Rotary, agora chega a uma campanha de alcance mundial. Para Manuela, a profissão de modelo representa justamente a possibilidade de conhecer o mundo. “É isso que eu quero fazer para o resto da vida, se possível. A profissão facilita muito isso, já que posso trabalhar em praticamente qualquer lugar.”

E, pelo ritmo dos primeiros meses de carreira, a jovem de Patos de Minas parece estar apenas começando sua jornada internacional.

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