Longa espera e morte de idosa deixam população indignada na UPA em Patos de Minas

Os pacientes estão esperando há várias horas por um atendimento médico.

A recepção da UPA III estava completamente lotada na tarde desta terça-feira (11).

A redação do Patos Hoje recebeu diversas reclamações a respeito da demora no atendimento da Unidade de Pronto Atendimento do Bairro Jardim Peluzzo. Os pacientes estão esperando há várias horas por um atendimento médico e algumas pessoas chegaram a dormir no local em busca de um tratamento. Uma mãe dormiu a noite toda sentada com o filho, pois o leito, que estava vazio, estava sendo reservado para um paciente que ainda iria chegar na unidade. Uma senhora, que aguardava para ser atendida, não resistiu e acabou falecendo.

Nossa equipe de reportagem foi até a UPA às 14h00 desta terça-feira (11) e registrou a situação em que se encontra o local. Pacientes aguardavam atendimento desde as 09h00 e alguns tinham que ficar do lado de fora da unidade, pois já não havia mais espaço na recepção. Segundo os pacientes, eles foram informados que apenas dois médicos estão realizando os atendimentos e seria essa a causa da longa espera.

De acordo com Carlos Henrique de 27 anos, que acompanhava a esposa, uma providência precisa ser tomada para que a população receba mais respeito. “Eu estou aqui com minha esposa desde 08h30, fizemos a triagem e nos deixaram aqui até agora, ela está ali passando mal e eles não estão nem aí se acontecer o pior, cadê as autoridades dessa cidade que não zelam do seu povo?” Segundo ele, nem adianta falar com as atendentes que a resposta é sempre a mesma. “A gente vai ali buscar informação e as funcionárias sempre falam que demora assim mesmo, ainda disseram que a causa disso é porque apenas dois médicos estão trabalhando hoje”.

A dona Lúcia Helena chegou na UPA com seu filho de 13 anos por volta de 23h00 de ontem. Ele sofreu um ataque convulsivo e precisou de atendimento. Segundo ela, o descaso foi tanto que, mesmo com leitos vazios, eles tiveram que dormir sentados em cadeiras. “Meu filho passou mal e eu trouxe ele aqui para a UPA ontem a noite, a gente dormiu sentado lá dentro, eu perguntei a moça se ele poderia deitar em um leito que estava vazio e ela disse que não, porque poderia chegar alguém doente e não teria leito para abrigar a pessoa que poderia chegar”.

O Patos Hoje entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal para saber o que está sendo feito para melhorar e agilizar o atendimento no local e também, para saber a respeito da morte de uma senhora de 73 anos que esperava atendimento na UPA e recebeu a seguinte resposta: "A UPA não tem medido esforços para atender os pacientes no tempo certo. De janeiro até o presente mês houve a contração de médicos para a unidade e o número de profissionais subiu de 44 para 50 para a realização dos plantões. Além disso, o acolhimento tem passado por melhorias e há o esclarecimento das pessoas classificadas em casos não urgentes ou de não emergência e que podem ser atendidas no Posto de Saúde de referência que podem retornar aos seus postos já com a consulta agendada. Quanto ao caso veiculado pela mídia, a senhora foi atendida em 16 minutos após dar entrada à unidade."

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