Liga Patense divulga nota de repúdio ao racismo após caso envolvendo atletas durante partida de futebol em Tiros
De acordo com a PM, os militares foram informados sobre comentários ofensivos direcionados a um dos jogadores.
A Polícia Militar interveio em uma ocorrência durante um evento esportivo em Tiros após uma denúncia de manifestações ofensivas dirigidas a um jogador durante a partida entre Bluec e Paranaibana. O caso ocorreu na tarde do último sábado (13), durante o policiamento realizado em um campo de futebol.
De acordo com a PM, os militares foram informados sobre comentários ofensivos direcionados a um dos jogadores. Diante da situação e dos ânimos exaltados entre as pessoas presentes, a equipe decidiu conduzir o possível autor até o quartel para averiguação dos fatos e registro das versões.
Ainda segundo a Polícia Militar, o homem confirmou ter feito um comentário relacionado ao cabelo do jogador, mas negou que a manifestação tivesse intenção de cunho racial.
O atleta foi localizado pelos militares e informado sobre o ocorrido. Conforme o registro da PM, ele declarou não ter ouvido qualquer manifestação que pudesse caracterizar injúria racial.
As informações e as versões apresentadas pelas partes foram registradas pela Polícia Militar e encaminhadas à autoridade competente, que deverá avaliar o caso e adotar as providências cabíveis.
Notas de repúdio
Após o episódio, a Liga Patense de Desportos publicou uma nota oficial manifestando repúdio ao racismo e destacando a importância de que situações dessa natureza sejam comunicadas às autoridades. A entidade informou que acompanhará a apuração e poderá adotar medidas dentro de suas atribuições, respeitando o contraditório e a ampla defesa.
A S.E. Paranaibana, de Rio Paranaíba, também divulgou uma nota de esclarecimento. A torcida afirmou que não admite, tolera ou compactua com qualquer forma de racismo, discriminação ou preconceito e declarou que eventual manifestação racista não representa os valores defendidos pelo grupo.
O caso segue para apuração pelas autoridades competentes.
Fonte: Paranaíba Agora