☰
✕

Justiça bloqueia bens de fazendeiros em Guiamarânia onde trabalhadores foram resgatados

Decisão busca garantir o pagamento de direitos trabalhistas e indenizações após resgate ocorrido em carvoaria de Guimarânia (MG)

O Ministério Público do Trabalho (MPT), em Patos de Minas, obteve liminar determinando o bloqueio de bens dos proprietários da Fazenda Caixetas, em Guimarânia (MG), onde dois trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão em setembro de 2024. A medida foi deferida em ação civil pública ajuizada pelo MPT para assegurar o pagamento dos créditos trabalhistas e eventual condenação pelos danos causados.

A decisão alcança os proprietários rurais e prevê a indisponibilidade de imóveis e restrições sobre veículos até o limite de R$ 687,8 mil. Segundo o MPT, após o resgate, a empresa responsável pela exploração da carvoaria e seus sócios firmaram termo de ajustamento de conduta (TAC), comprometendo-se a regularizar as condições de trabalho e indenizar os trabalhadores. Contudo, o acordo foi descumprido e as tentativas de execução judicial não resultaram na recuperação dos valores devidos.

Na ação, o MPT sustenta que os proprietários da fazenda participavam da atividade econômica desenvolvida no local, recebendo percentual da comercialização do carvão vegetal e compartilhando os resultados do empreendimento. Por esse motivo, o órgão pede que eles sejam responsabilizados solidariamente pelas violações constatadas durante a fiscalização.

Resgate

Durante operação realizada pelo MPT, Auditores-Fiscais do Trabalho e Polícia Rodoviária Federal, foram identificadas diversas irregularidades, entre elas jornadas exaustivas, ausência de registro dos trabalhadores, retenção de salários, alojamentos precários, falta de água potável e alimentação insuficiente. Um terceiro trabalhador havia deixado o local dias antes da fiscalização em razão da fome e da falta de pagamento.

Além da manutenção do bloqueio de bens, a liminar impõe aos proprietários uma série de obrigações voltadas à regularização das condições de trabalho em seus imóveis rurais. As medidas abrangem registro dos trabalhadores, pagamento regular de salários, programas de saúde e segurança, fornecimento de EPIs, acesso à água potável, alojamentos adequados, instalações sanitárias e áreas de vivência, bem como a proibição de práticas relacionadas ao trabalho análogo ao de escravo, servidão por dívida e tráfico de pessoas. O MPT também requer a condenação dos réus ao pagamento de indenização por dano moral coletivo e de valores decorrentes do descumprimento do TAC.

Relembre o caso: em setembro de 2024, o MPT firmou TAC com os responsáveis pela carvoaria após o resgate de dois trabalhadores submetidos a jornadas de até 14 horas diárias, alojamentos improvisados, falta de água potável, ausência de instalações sanitárias e retenção de salários.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais

Últimas Notícias

Homem que matou idosa de 82 anos para roubar é condenado por latrocínio em Patos de Minas

Veja mais

Patos de Minas terá vacinação neste sábado em cinco unidades de saúde e no Vacimóvel; confira locais

Veja mais

Prefeitura promete zerar fila de medições de cadeiras de rodas, órteses e próteses até o fim do ano

Veja mais

Passageiro de moto é preso em estacionamento de hipermercado quando iria vender arma de fogo em Patos de Minas

Veja mais

Homem é indiciado por homofobia após ameaçar sobrinho e o companheiro em fazenda de Patos de Minas

Veja mais

Casal é preso com sete barras de maconha avaliadas em R$ 80 mil durante operação na MG190

Veja mais