Jogador vítima de injúria racial se revolta com declarações do árbitro e mantém acusação

Houve confronto com os policiais e pelo menos três pessoas ficaram feridas.

Em entrevista a repórter Milene Mesquita da NTV, Júnior Paraíba informou que quer levar o caso adiante

O jogador Júnior Paraíba decidiu quebrar o silêncio depois de ouvir as declarações do árbitro Ronei Cândido Alves à imprensa da capital. Além de negar que chamou o atleta de macaco, o árbitro disse que não pediu ao jogador para deixar de registrar o boletim de ocorrência, afirmando ainda que vai levar o caso adiante.

A polêmica ocorreu na partida entre URT e Vila Nova. No intervalo do jogo, o meia Júnior Paraíba acusou o árbitro de tê-lo chamado de macaco, o que acabou provocando uma grande confusão. Os torcedores se revoltaram, querendo a condução de Ronei Cândido para a Delegacia. Houve confronto com os policiais e pelo menos três pessoas ficaram feridas.

O árbitro não foi conduzido à Delegacia exatamente porque Júnior Paraíba desistiu de registrar a ocorrência de injúria racial. Nessa terça-feira (24), o jogador explicou porque tomou essa decisão. Júnior Paraíba afirmou que Ronei Cândido Alves implorou para que ele não levasse o caso à polícia. O árbitro teria dito ao jogador que tem família e que isso poderia manchar sua carreira. O apelo do juiz teria sido presenciado por outras pessoas.

Em entrevista a repórter Milene Mesquita da NTV, Júnior Paraíba informou que quer levar o caso adiante para provar o que realmente aconteceu naquela tarde de domingo. O árbitro também demonstrou interesse  em dar prosseguimento no caso.

A reportagem do Patos Hoje conversou com atletas e diretores de outras equipes e ouviu relatos do comportamento autoritário e hostil do árbitro Ronei Cândido Alves durante os jogos. Em 2013, numa partida entre Cruzeiro e Vila Nova, o juiz expulsou o técnico Marcelo Oliveira e o supervisor de futebol Benecy Queiroz, logo no início da partida, distribuiu inúmeros cartões e teve que fugir correndo dos jogadores do Cruzeiro , em uma cena patética. Ao final da partida, o presidente do clube Gilvan Pinho Tavares acusou Ronei de mal intencionado e disse que não aceitaria mais o árbitro nas partidas da Raposa.

Autor: Maurício Rocha

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