Janot pede prosseguimento de investigações contra Aécio no STF

ma delas, já aberta, apura se o tucano recebeu propina desviada de contratos com a empresa Furnas, subsidiária da Eletrobrás.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) a favor do prosseguimento de duas investigações contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), na Corte. Uma delas, já aberta, apura se o tucano recebeu propina desviada de contratos com a empresa Furnas, subsidiária da Eletrobrás. A outra envolve a suspeita de que ele manipulou dados do Banco Rural para blindar aliados políticos no escândalo do mensalão.

Ambos os casos estão sob a relatoria de Gilmar Mendes e têm como base a delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) no âmbito da Lava Jato. Para os advogados de Aécio, não há elementos novos que justificavam os processos. No mês passado, depois de eles apresentarem uma defesa "espontânea" sobre ambos os casos ao STF, Gilmar resolveu devolvê-los a Janot para que o procurador-geral da República reavaliasse a necessidade de instaurar as investigações contra o tucano.

A decisão do ministro pegou integrantes da equipe de Janot de surpresa e foi considerada "inusitada". Na manifestação enviada a Gilmar nesta quarta, o procurador-geral da República alega que juntou ao pedido de abertura dos inquéritos diversas provas novas, não apenas o teor da delação de Delcídio. Janot avalia que, diante dos novos e objetivos elementos, os casos merecem uma investigação mais aprofundada.

No documento, Janot também afirma que o Poder Judiciário não pode formar opinião sobre inquérito durante a fase de investigações, e que o prosseguimento ou não das apurações é ato privativo do Ministério Público. "Ao assim agir, o Poder Judiciário estará despindo-se de sua necessária imparcialidade e usurpando uma atribuição própria do Ministério Público, sujeito processual a quem toca promover a ação penal e, antes disso, munir-se do substrato probatório que o autorize a exercer, responsavelmente, seu múnus (obrigação)", diz.

Acusações

Delcídio acusou Aécio de receber de propina do ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo, em um esquema de desvio de recursos na estatal semelhante ao investigado pela Lava Jato. O caso já havia sido relatado nas delações do lobista Fernando Moura do doleiro Alberto Youssef, que disse que alguém do PSDB teria recebido R$ 4 milhões em propina da diretoria de Toledo. De acordo com o delator, quem tinha influência junto à diretoria da estatal seria Aécio, que teria recebido recursos por meio de uma de suas irmãs.

No caso envolvendo o mensalão, Delcídio disse ao Ministério Público que os dados do Banco Rural supostamente manipulados por Aécio poderiam atingir "em cheio" no escândalo o tucano e a seus aliados. O delator, na época, era o presidente da CPI dos Correios, que investigou o caso no Congresso, e disse ter "segurado a barra" para que não viesse à tona a movimentação financeira das empresas de Marcos Valério no Banco Rural.

Também são alvo desse pedido de inquérito o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).

Fonte: Itatiaia

Últimas Notícias

Homem em surto psicótico se arma com faca e precisa ser contido com uso de Taser pela PM

Veja mais

Morador tem motocicleta furtada após chegar do trabalho e pede ajuda para encontrá-la

Veja mais

Bombeiro escala árvore gigante para resgatar gatinho que subiu e não conseguia descer

Veja mais

Primeiro dia de proibição de parada em frente a colégio, tem fiscalização reforçada e irritação de pais

Veja mais

Criminosos clonam voz de advogada de Patos de Minas com inteligência artificial para aplicar golpes

Veja mais

Diarista é indiciada por furto de joia em Patos de Minas; ela é suspeita de outros crimes

Veja mais