Impasse entre hospitais faz família de paciente acionar a polícia para receber atendimento
Uma garota de 11 anos, que é pessoa com necessidades especiais e sofreu um deslocamento no joelho, enfrentou problemas entre hospitais da cidade à procura de assistência médica.
Um caso envolvendo divergências no protocolo de atendimento entre unidades de saúde em Patos de Minas mobilizou a Polícia Militar na madrugada desta quinta-feira (09). Uma garota de 11 anos, que é pessoa com necessidades especiais e sofreu um deslocamento no joelho, enfrentou problemas entre hospitais da cidade à procura de assistência médica.
De acordo com o boletim de ocorrência, o padrasto da jovem, um homem de 30 anos, relatou que inicialmente levou a enteada à Santa Casa de Misericórdia. No local, segundo o relato, o atendimento necessário não foi realizado sob a justificativa de que o Hospital Regional Antônio Dias (HRAD) seria a unidade responsável pelo caso.
Contudo, ao procurar o Hospital Regional, a família foi informada de que o procedimento deveria ser feito primeiramente na Santa Casa, obedecendo ao fluxograma de atendimento estabelecido entre as instituições de saúde do município. Diante do impasse, com a menor sentindo fortes dores e com o joelho deslocado, a Polícia Militar foi acionada para registrar a ocorrência.
Em contato com a guarnição policial, o médico plantonista da Santa Casa explicou que realizou uma avaliação visual preliminar e identificou o deslocamento, mas ponderou que a situação exigia uma avaliação ortopédica ou intervenção cirúrgica mais aprofundada. O profissional justificou que a unidade estava momentaneamente sem ortopedista e sem motorista de ambulância para realizar o transporte até o HRAD, o que motivou a orientação para que o responsável conduzisse a paciente por meios próprios.
Por sua vez, um enfermeiro do Hospital Regional esclareceu que, embora o protocolo de trauma preveja atendimento inicial na Santa Casa, diante da dor e das condições clínicas da paciente, entrou em contato com o médico plantonista daquela unidade, sendo o atendimento devidamente autorizado e realizado no HRAD. A instituição informou ainda que elaborará um relatório administrativo para a direção sobre o ocorrido.
A Polícia Militar destacou que, devido à ausência de elementos técnicos no momento, não foi possível aferir se houve negligência ou descumprimento de protocolos por parte dos hospitais, orientando as partes a encaminharem os fatos às direções hospitalares e órgãos competentes. A adolescente recebeu o atendimento médico necessário no Hospital Regional Antônio Dias.