Homem, que disse ser integrante de facções criminosas, causa perturbação e acaba preso na UPA de Patos de Minas

Suspeito, visivelmente embriagado, teria se identificado como integrante de facções criminosas e ofendido vigilantes do local.

A Polícia Militar foi acionada na madrugada desse domingo (29) para conter um homem que causava perturbação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA III) do bairro Peluzzo, em Patos de Minas. O acusado de 32 anos foi preso em flagrante por perturbação do trabalho ou do sossego alheios, contravenção prevista no artigo 42 do Decreto-Lei nº 3.688/41.

De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe policial chegou ao local por volta das 2h55, após acionamento via 190. No hall de espera da unidade, os militares encontraram o suspeito de joelhos e com os braços para trás, aparentemente bastante embriagado, sob a supervisão dos vigilantes da unidade.

Os vigilantes relataram que o suspeito chegou à UPA acompanhado por uma mulher e duas crianças. Segundo os profissionais, ele queria acompanhar as crianças na área de atendimento médico, mas foi informado de que elas já estavam sob os cuidados da mãe e que ele não poderia adentrar o recinto.

Diante da negativa, o homem teria se exaltado e passado a proferir ofensas contra os vigilantes em alto tom. Conforme registrado no boletim de ocorrência, o  acusado afirmou pertencer ao "Primeiro Comando da Capital (PCC)" e ao "Comando Vermelho (CV)", além de chamar os profissionais de "chulezentos" e depreciar seus salários.

Ainda de acordo com os vigilantes, o suspeito teria escorregado propositalmente no chão na tentativa de forjar uma situação que prejudicasse a atuação da segurança do local. Duas testemunhas que estavam na UPA no momento dos fatos confirmaram as declarações dos vigilantes, relatando que presenciaram o acusado maltratando os profissionais e causando perturbação.

Ao ser abordado pela guarnição, o homem admitiu ter feito ingestão excessiva de bebida alcoólica, mas se recusou a narrar sua versão dos fatos, optando por permanecer em silêncio. Ele também não forneceu endereço residencial, telefone ou e-mail para contato. Diante da situação, o acusado foi preso e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Patos de Minas. O caso foi registrado como termo circunstanciado e será encaminhado ao Juizado Especial Criminal.

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