Homem que baleou vítima por dívida de drogas é condenado a mais de 10 anos, em Patos de Minas

Ítalo não esteve presente no julgamento e é considerado foragido da justiça.

O Tribunal do Júri condenou Ítalo Silva Pereira por tentar matar Thiago da Silva Oliveira, na madrugada do dia 22 de novembro de 2021, no bairro Jardim Quebec, em Patos de Minas. O julgamento aconteceu no Fórum Olympio Borges, nesta segunda-feira (18). Ítalo não esteve presente no julgamento e é considerado foragido da justiça.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima caminhava pela Avenida Ronaldo Fernandes de Souza, principal via do bairro Jardim Quebec, quando foi surpreendida pelo acusado, que teria chegado por trás, chamado pelo nome e efetuado quatro disparos de arma de fogo. Os tiros atingiram a cabeça, as costelas e a região da bacia da vítima.

Mesmo baleada, a vítima conseguiu correr até a casa da irmã, onde recebeu socorro e foi encaminhada ao hospital. Durante o trajeto, segundo os autos, ítalo teria identificado o autor dos disparos como Ítalo Silva Pereira, conhecido pelo apelido de “Gordinho”. Posteriormente, em depoimento prestado ainda na unidade hospitalar, reconheceu o acusado “sem sombra de dúvidas”.


Ainda de acordo com o Ministério Público, o crime teria sido motivado por uma dívida aproximada de R$ 80,00 relacionada à compra de drogas. A acusação sustentou que a motivação foi considerada fútil e que o ataque ocorreu com recurso que dificultou a defesa da vítima, já que ela teria sido surpreendida antes dos disparos.

A defesa utilizou a tese de negativa de autoria, sustentando que não havia provas concretas de que o Ítalo teria cometido o crime. Os jurados, no entanto, não acolheram a tese e votaram pela condenação. O juiz fixou a pena em 10 anos, 11 meses e 10 dias.

Ítalo não esteve presente no julgamento. De acordo com o advogado de defesa, Guilherme Prados, “é um direito do réu de não participar do próprio julgamento”. O advogado também afirmou que a defesa irá recorrer da sentença.

O promotor de justiça, Flávio Barreto, afirmou que o Ministério Público concordou com a pena aplicada. O promotor também informou que Ítalo havia sido preso no dia do crime, porém foi colocado em liberdade pouco tempo depois a pedido da defesa. Segundo Flávio, na época, o Ministério Público recorreu, tendo sido expedido um novo mandado de prisão, porém Ítalo não foi mais encontrado desde então.

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