Homem em surto corre pelado com barra de ferro e é contido com arma de choque em Carmo do Paranaíba; veja
Ao notar a aproximação das viaturas, o indivíduo começou a proferir gritos de teor religioso, alegando que estava sendo perseguido por espíritos malignos, e avançou agressivamente com os punhos fechados em direção à equipe policial.
Um homem de 24 anos em surto psicótico mobilizou a Polícia Militar e o Samu na tarde dessa terça-feira (30) na cidade de Carmo do Paranaíba. Completamente nu e armado com uma barra de ferro, ele ameaçava pessoas que passavam pela rua. Ao notar a aproximação das viaturas, o indivíduo começou a proferir gritos de teor religioso, alegando que estava sendo perseguido por espíritos malignos, e avançou agressivamente com os punhos fechados em direção à equipe policial.
Diante do comportamento violento, um policial efetuou os primeiros disparos de uma arma de incapacitação neuromuscular, conhecida como taser, porém os dardos não atingiram o alvo. O homem aproveitou a oportunidade para fugir correndo pelas ruas do Centro, o que obrigou os militares a solicitarem apoio de outras viaturas da corporação e também do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Um cerco foi montado na Rua Capitão Francisco Antônio de Moraes, onde o suspeito voltou a confrontar os policiais de forma agressiva.
Diante da ameaça, um dos policiais efetuou um disparo espingarda calibre 12 com munições de elastômero. O disparo de bala de borracha atingiu o tórax do rapaz, mas, mesmo ferido, ele continuou alterado e mudou de direção, investindo contra uma terceira equipe que dava apoio à ação. Um segundo tiro de munição não letal foi efetuado no tórax do homem por outro soldado. Na sequência, um tenente conseguiu disparar com sucesso uma nova carga de taser, fixando dois dardos no corpo do indivíduo, o que provocou a incapacitação neuromuscular imediata e permitiu que ele fosse algemado.
Uma equipe do SAMU realizou o atendimento pré-hospitalar no local do confronto, sendo necessária a aplicação de medicação intramuscular antes de encaminhá-lo sob custódia à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Já na unidade de saúde, um irmão do rapaz, de 23 anos, compareceu para fazer a identificação formal e relatou aos militares que o familiar tem histórico de agressividade por ser praticante de artes marciais. Ele explicou ainda que o irmão é usuário de maconha e cocaína e que, horas antes, a mãe havia gravado vídeos do jovem gritando no quintal de casa sobre demônios antes de ele ganhar as ruas.
A médica de plantão prestou o atendimento hospitalar subsequente e realizou a retirada dos dois dardos do taser, além de constatar os hematomas causados pelos impactos das balas de borracha. Devido ao quadro psíquico grave e à necessidade de estabilização, o homem permaneceu sedado e sob observação, aguardando os trâmites legais para ser transferido para um hospital psiquiátrico especializado.