Filha é presa após ameaçar pais idosos e descumprir medida protetiva no Bairro Aurélio Caixeta

No local, os militares ouviram separadamente as vítimas, que relataram viver sob constantes ameaças e intimidações praticadas pela filha.

Uma mulher de 43 anos foi presa em flagrante na tarde dessa terça-feira (14), em Patos de Minas, após ameaçar e praticar violência psicológica contra os próprios pais, ambos idosos, além de descumprir uma medida protetiva de urgência que a proibia de se aproximar das vítimas.

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada em uma residência no bairro Aurélio Caixeta, após uma denúncia anônima feita pelo telefone 190 informar que a filha estaria agredindo e ameaçando seus pais, ambos com mais de 70 anos.

No local, os militares ouviram separadamente as vítimas, que relataram viver sob constantes ameaças e intimidações praticadas pela filha. Segundo a mãe, a mulher é usuária de drogas e frequentemente exige dinheiro para sustentar o vício, tornando-se agressiva quando não tem seus pedidos atendidos. A idosa afirmou ainda que já havia obtido, junto ao Poder Judiciário, uma medida protetiva que determinava o afastamento da filha da residência, a proibição de aproximação em um raio de 100 metros e de qualquer tipo de contato com ela e seus familiares.

Apesar da decisão judicial, ela continuava frequentando o imóvel. Conforme o relato da vítima, durante a madrugada desta terça-feira a mulher chegou à casa bastante alterada e iniciou discussões com os pais. Já pela manhã, passou a proferir diversos xingamentos e ameaças, dizendo que colocaria os pais para fora da residência. No horário do almoço, ainda segundo a idosa, a filha arremessou uma panela com alimentos em sua direção. O objeto não chegou a atingi-la, mas aumentou o temor de que as agressões evoluíssem para violência física.

O pai confirmou integralmente a versão apresentada pela esposa e afirmou que o casal vive constantemente intimidado pelo comportamento agressivo da filha e pelo uso de entorpecentes. A Polícia Militar informou que os idosos apresentavam forte abalo emocional e receberam orientações sobre os direitos previstos na Lei Maria da Penha, no Estatuto da Pessoa Idosa e sobre os serviços da rede de proteção. Também foi preenchido o Formulário Nacional de Avaliação de Risco (FONAR), considerando o histórico de violência doméstica e o reiterado descumprimento da medida protetiva.

Diante da situação de flagrante, os militares deram voz de prisão à acusada pelos crimes relacionados à violência psicológica no contexto de violência doméstica e familiar contra pessoa idosa, além do descumprimento de medida protetiva de urgência. Ela foi conduzida, sem lesões, para a Delegacia de Polícia Civil, onde ficou à disposição da autoridade policial para as demais providências legais.

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