Familiares e amigos de entregador morto na Avenida JK pedem justiça antes de julgamento em Patos de Minas

Ele responde por homicídio triplamente qualificado, além de outros crimes.


Familiares e amigos do entregador Pedro Henrique Luís Rodrigues, de 29 anos, se reuniram no Fórum Olympio Borges, em Patos de Minas, com um único propósito: pedir justiça. Acontece nesta sexta-feira (07) o julgamento do motorista Reginaldo Dias Castro, de 47 anos, acusado de matar o jovem em janeiro deste ano, na Avenida JK. Ele responde por homicídio triplamente qualificado, além de outros crimes.

Os familiares e amigos se reuniram menos de uma hora antes do início do julgamento. A manifestação contou com dois cartazes: um pedindo justiça e outro com frases de apoio que retratavam quem era Pedro.

O Patos Hoje conversou com os familiares. Emocionada, Maguilene Rodrigues, mãe de Pedro, afirmou que os últimos meses foram muito difíceis e disse esperar que a justiça fosse feita. Ela contou ainda que o filho era um jovem batalhador e que começou a trabalhar ainda muito novo. Segundo a mãe, Pedro trabalhava todos os dias como entregador, independentemente de como estivesse o tempo.

Joel Rodrigues, pai de Pedro, também afirmou que espera por justiça. Ele ainda fez um apelo para que as pessoas tenham mais amor e respeito pela vida, independentemente da situação. Lorena, namorada de Pedro, e Eduardo, irmão da vítima, também falaram sobre o quanto o jovem era querido e manifestaram o desejo de que a justiça seja feita.

O julgamento começou por volta das 9h e deve seguir ao longo do dia. Durante a sessão, serão ouvidas testemunhas e também o motorista Reginaldo, acusado pelo assassinato.

Acusação pede condenação por homicídio triplamente qualificado e outros crimes

O caso aconteceu na noite de 13 de janeiro deste ano, na Avenida JK. Uma câmera de segurança registrou o momento em que Pedro Henrique seguia de motocicleta pela via quando foi atingido pelo carro que, segundo as investigações, era conduzido por Reginaldo. Com o impacto, Pedro foi arremessado para o canteiro central e morreu no local. O motorista não prestou socorro.

A assistente de acusação, doutora Débora Siqueira, sustenta que Reginaldo cometeu homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e por gerar perigo comum. Além disso, ele também responde por uso de documento falso e por estar com um veículo clonado.

De acordo com a acusação, no dia do crime, Pedro seguia pela avenida quando teria sido fechado por Reginaldo. O motorista afirmou que, logo depois, o motociclista fez um gesto obsceno, o que teria motivado a perseguição pela Avenida JK.

Ainda segundo a delegada responsável pelas investigações, Reginaldo declarou que "acelerou gostoso" ao jogar o carro contra Pedro. Conforme a investigação, ele dirigia uma Mitsubishi a cerca de 115 km/h.

Reginaldo não constituiu advogado e será defendido pela Defensoria Pública.

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