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Família de jovem assassinado pede justiça antes de julgamento em Patos de Minas; MP aponta homofobia

A mãe e a irmã da vítima relembram momentos e clamam por justiça.

O acusado de instigar um adolescente a matar o técnico de enfermagem Kennedy Rodrigues Campos está sendo julgado nesta terça-feira (06), em Patos de Minas. Kennedy foi morto com um golpe de faca no pescoço dentro de um apartamento na rua São Geraldo, em fevereiro deste ano. O Ministério Público aponta motivação homofóbica. A mãe e a irmã da vítima relembram momentos e clamam por justiça.

Antes das 9h, horário previsto para o início do julgamento, Elizete Rodrigues e Karen Rodrigues, mãe e irmã de Kennedy, aguardavam na entrada do Fórum Olympio Borges. Ambas vestiam roupas brancas como forma de manifestação. Além delas, alguns amigos também estavam presentes.

Elizete Rodrigues contou que estava ansiosa e com a expectativa de que a justiça fosse feita. Ela descreveu o filho como uma pessoa muito trabalhadora, dedicada e independente, que não merecia ter a vida interrompida de forma tão violenta.

Nos quase oito meses desde o crime, a mãe relatou que tem enfrentado angústia, dor e dificuldades para dormir, recorrendo a medicamentos para o sono e a ansiedade. Segundo ela, a ausência do filho é sentida diariamente, assim como as lembranças das circunstâncias da morte.

Karen Rodrigues recordou as brincadeiras da infância e os momentos que os dois compartilharam após a mudança para Patos de Minas. Ela contou que Kennedy também era um amigo e que sente falta da companhia do irmão todos os dias.

Karen afirmou que a família espera um julgamento justo. Para ela, a motivação apontada para o crime não justifica a violência sofrida por Kennedy. A irmã também ressaltou a importância da justiça para outras famílias que enfrentam perdas semelhantes.

Relembre o caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Kennedy foi morto na madrugada de 10 de fevereiro de 2026, dentro do apartamento onde morava. Um adolescente de 17 anos teria desferido o golpe de faca, enquanto o acusado teria segurado a vítima e tampado sua boca, auxiliando na execução do crime.

O Ministério Público sustenta que os dois decidiram matar Kennedy por não aceitarem investidas de cunho sexual feitas por ele, em um contexto relacionado à sua orientação sexual. A acusação aponta três qualificadoras para o homicídio: motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Brayan Rosa de Oliveira, levado a julgamento por homicídio qualificado, também foi denunciado por corrupção de menor. O julgamento deve seguir ao longo do dia.

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