Ex-presidente da Copasa nega irregularidades na renovação do contrato com Patos de Minas em 2008

Márcio Nunes emitiu uma nota à imprensa negando qualquer irregularidade na renovação do contrato da companhia com o município de Patos de Minas em dezembro de 2008.

Presidente da Copasa entre janeiro de 2005 e setembro de 2009, Márcio Nunes emitiu uma nota à imprensa negando qualquer irregularidade na renovação do contrato da companhia com o município de Patos de Minas em dezembro de 2008.

O comunicado foi emitido depois de o ex-prefeito de Patos de Minas, Antônio do Valle, ter afirmado à Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal na terça-feira (29) que o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, teria condicionado a liberação de recursos à assinatura do documento. Ele explica que, sem a renovação do contrato, a Copasa não poderia investir em novas obras na cidade.

De acordo com a nota assinada por Nunes, a Copasa celebrou contratos de concessão de serviços de água e esgoto com diversos municípios do estado de Minas naquela época. Segundo ele, “todos foram realizados de forma absolutamente transparente e buscando atender aos interesses dos municípios e do Estado”.

Em relação a Patos de Minas, cujo acordo foi originalmente assinado em 1971, o ex-presidente da companhia afirma que o contrato foi renovado em 2008 de forma “absolutamente normal”. Nunes diz ainda que, durante o período de negociações, a Copasa “não pode realizar nenhum novo investimento com a consequente liberação de novos recursos em qualquer município”.

Nunes conclui a nota afirmando que “lhe causam estranheza” as acusações infundadas de irregularidades e defende que, caso, de fato, houvesse problemas no contrato, teriam ocorrido denúncias ainda em 2008, o que não aconteceu.

Na reunião da CPI na terça-feira (29), os vereadores avaliaram que o contrato de renovação com a Copasa foi “muito ruim” para o município. Eles apontaram que o acordo foi por um período de 30 anos, com prejuízo de R$30 milhões, sem haver cronograma para a prestação total do serviço e ainda sem haver uma cláusula que pudesse multar a empresa em caso de descumprimento.

Em depoimento, Antônio do Valle indicou que não se arrepende de ter assinado o contrato, já que, segundo ele, havia um “clamor da sociedade” para resolver a situação da falta de água na cidade. Ele, porém, reconheceu a possível falha no documento que pode ter acarretado prejuízos para o município.

Ao término da reunião, foram aprovados os requerimentos, e a ex-prefeita Béia Savassi pode ser a próxima a ser ouvida pela CPI. Béia Savassi era vice-prefeita no mandato de Antônio do Valle, que durou entre 2005 e 2008, e também foi quem o sucedeu no quadriênio seguinte.

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