Em nota, URT diz que não teve culpa por desorganização e superlotação na partida contra o Cruzeiro

A URT finaliza afirmando que seguirá defendendo segurança, organização e respeito ao torcedor, com responsabilidade e transparência.

A partida decisiva entre URT e Cruzeiro, realizada na noite de sábado no Estádio Zama Maciel — Arena DB — foi marcada por críticas de torcedores das duas equipes. Reclamações de superlotação, longas filas, dificuldade para acesso a banheiros e para compra de alimentos e bebidas dominaram as redes sociais após o confronto.

O Diogo postou um vídeo em suas redes sociais mostrando que a partida já havia se iniciada e que dezenas de pessoas continuavam do lado de fora, sem poder entrar no Estado. Ele disse que vai requerer de volta o dinheiro dos três ingressos que comprou.

Diante da repercussão negativa, a União Recreativa dos Trabalhadores (URT) divulgou nota oficial afirmando que não teve responsabilidade pela desorganização registrada nos acessos ao estádio.

Segundo o clube, foram realizadas duas reuniões oficiais de alinhamento com autoridades competentes e empresas responsáveis pela operação do evento. Nesses encontros, ficaram definidos horários, protocolos e responsabilidades, incluindo a abertura dos portões às 16h30, conforme havia sido amplamente divulgado.

De acordo com a URT, os portões foram abertos pontualmente às 16h30. No entanto, cinco minutos depois, por determinação da Federação Mineira de Futebol (FMF), os acessos precisaram ser fechados devido à ausência de itens obrigatórios de segurança. Conforme apontado, faltavam a presença do Corpo de Bombeiros, da brigada completa, da ambulância devidamente equipada e o fechamento das vias de acesso ao estádio — que deveria ter ocorrido às 15h00, mas só foi efetivado às 16h38.

Os portões foram reabertos apenas por volta das 17h25, quase uma hora após o horário inicialmente previsto. O atraso provocou acúmulo significativo de público nas entradas. Com grande concentração de torcedores e pouco tempo até o início da partida, o fluxo intenso comprometeu o processo ideal de fiscalização, segundo a diretoria.

Na nota, a URT afirma que havia alertado previamente sobre os riscos operacionais caso todos os protocolos não fossem cumpridos integralmente e reforça que a falha na execução das responsabilidades assumidas por outros envolvidos impactou diretamente na organização do acesso, contribuindo para a superlotação.

O clube destacou ainda que a realização de um evento desse porte depende do comprometimento conjunto de todos os órgãos e prestadores de serviço envolvidos e sustenta que cumpriu integralmente sua parte no planejamento e na execução do que lhe competia.

A URT finaliza afirmando que seguirá defendendo segurança, organização e respeito ao torcedor, com responsabilidade e transparência.

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