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Dupla que espancou homem até a morte por suspeita de furto é condenada em Patos de Minas

Somadas, as penas ultrapassam 36 anos de prisão.

O Tribunal do Júri de Patos de Minas condenou, nesta sexta-feira (11), Scarlet Dias Cardoso e Alef Willian Dias Silva pelo assassinato de Alexandre Dias Ferreira. A vítima foi agredida a chutes e pauladas em 2012, ficou internada por cerca de seis meses e morreu no ano seguinte em decorrência das agressões. Somadas, as penas ultrapassam 36 anos de prisão.

O julgamento começou às 9h e seguiu até por volta das 14h. Após os embates entre acusação e defesa, os jurados reconheceram que os dois cometeram homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Scarlet foi sentenciada a 19 anos e três meses de prisão, enquanto Alef recebeu pena de 17 anos, dois meses e oito dias. As penas deverão ser cumpridas inicialmente em regime fechado.

Relembre o caso

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu por volta das 3h15 do dia 18 de março de 2012, na Rua Caiçaras, no bairro Caramuru. Alexandre Dias Ferreira caminhava pelo local acompanhado do irmão quando os dois foram abordados por Scarlet e Alef. As investigações apontaram que Alexandre e o irmão eram suspeitos de terem furtado da residência de Scarlet um aparelho de DVD, um telefone celular e um par de tamancos. A suspeita teria motivado a abordagem que terminou no assassinato.

De acordo com o Ministério Público, Alef chamou Alexandre e, assim que a vítima se aproximou, Scarlet a derrubou no chão. Os dois passaram então a desferir vários chutes contra a cabeça e o abdômen do homem. Durante as agressões, Scarlet também teria pegado um pedaço de madeira e atingido a cabeça da vítima.

Alexandre perdeu a consciência, mas, segundo a denúncia, continuou sendo agredido. O irmão dele tentou intervir, porém também foi perseguido pelos acusados e precisou correr para não ser agredido.

A Polícia Militar foi acionada e encontrou Alexandre desacordado no chão. Ele foi socorrido e permaneceu internado por cerca de seis meses em razão de um traumatismo craniano. Após as agressões, passou a respirar por traqueostomia e a se alimentar por sonda.

Alexandre morreu no dia 17 de junho de 2013. Conforme a denúncia, ele apresentou pneumonia bilateral, sepse pulmonar, insuficiência respiratória e derrame pleural esquerdo, complicações relacionadas às agressões sofridas no ano anterior.

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