Detento que matou companheiro de cela no Presídio Sebastião Satiro é condenado a mais de 18 anos
O crime ocorreu dentro de uma cela do Presídio Sebastião Satiro, em setembro de 2025.
O Tribunal do Júri de Patos de Minas condenou João Pedro Macedo Ribeiro a 18 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato de Kaique de Jesus Gomes. O julgamento aconteceu na tarde dessa quarta-feira (23), no Fórum Olympio Borges. O crime ocorreu dentro de uma cela do Presídio Sebastião Satiro, em setembro de 2025.
Após mais de quatro horas de julgamento, durante o qual ocorreram os embates entre acusação e defesa, os jurados reconheceram as três qualificadoras apontadas pelo Ministério Público: motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Com a decisão dos jurados, o juiz fixou a pena em 18 anos e 8 meses de prisão, em regime inicial fechado.
Relembre o caso
O crime aconteceu na noite do dia 20 de setembro de 2025, dentro da cela 07 da Galeria II do Presídio Sebastião Satiro, em Patos de Minas. De acordo com a denúncia do Ministério Público, João Pedro Macedo Ribeiro e Kaique de Jesus Gomes eram companheiros de cela e tinham um histórico de desavenças.
Naquela noite, João Pedro teria aguardado Kaique tomar medicamentos de uso controlado para dormir e ficar sonolento. O Ministério Público sustentou que o réu se aproveitou dessa condição para dificultar uma eventual reação da vítima e iniciar as agressões.
Em seguida, João Pedro teria enforcado Kaique diversas vezes. Nas primeiras tentativas, a vítima chegou a desmaiar e recobrar a consciência. Depois que Kaique ficou desacordado, o réu teria colocado um lençol ao redor do pescoço dele, apoiado os pés sobre seus ombros e puxado o tecido. A vítima morreu por asfixia.
Após o crime, de acordo com o Ministério Público, João Pedro teria tentado simular um suicídio. Ele teria colocado o corpo de Kaique sobre uma bancada, amarrado o lençol na grade de ventilação da cela e jogado o corpo ao chão. Em seguida, passou a gritar para outros detentos, dizendo que havia matado o companheiro de cela.
Na denúncia, o Ministério Público apontou que o homicídio foi cometido por motivo torpe porque teria sido motivado por vingança em razão das desavenças anteriores entre os dois. A qualificadora da asfixia foi atribuída à forma como Kaique foi morto. Já o recurso que dificultou a defesa da vítima foi relacionado ao fato de o ataque ter ocorrido quando ela estava sob efeito de medicamentos para dormir.