Deputada Lud Falcão aponta falta de transparência e também aciona TCE-MG contra concessão da BR-365

A iniciativa ocorre após o prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, já ter formalizado representação semelhante, pedindo a suspensão do edital de concessão que prevê a cobrança de pedágios na rodovia.

A deputada estadual Ludmila Falcão também acionou o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) contra a proposta do Governo de Minas de terceirização da BR-365. A iniciativa ocorre após o prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, já ter formalizado representação semelhante, pedindo a suspensão do edital de concessão que prevê a cobrança de pedágios na rodovia.

No documento protocolado no TCE-MG, a deputada solicita a suspensão imediata da Concorrência Internacional nº 001/2026, referente à concessão do Lote 10 – Noroeste do Sistema Rodoviário Estadual. Segundo Ludmila Falcão, o processo apresenta “graves irregularidades” e viola princípios constitucionais como publicidade, transparência e motivação dos atos administrativos

Entre os principais argumentos apresentados, a parlamentar aponta a ausência de divulgação dos relatórios finais das consultas e audiências públicas realizadas antes do lançamento do edital. De acordo com a representação, o Governo de Minas publicou o edital sem tornar públicos os resultados dessas etapas de participação social, nem as respostas às contribuições feitas por cidadãos, entidades e parlamentares, o que, segundo ela, esvazia o controle social e compromete a legitimidade do processo

Outro ponto destacado pela deputada é a falta de transparência nos estudos econômicos que embasam a concessão. O documento afirma que não foram divulgados a memória de cálculo da tarifa nem o Comparador do Setor Público, instrumentos considerados essenciais para avaliar a modicidade dos pedágios e a real vantagem econômica da concessão para o Estado e para os usuários da rodovia

Ludmila Falcão também questiona a competência do Estado de Minas Gerais para conceder trechos da BR-365. Segundo a representação, não há convênio, termo de delegação ou qualquer ato formal do DNIT autorizando a transferência do trecho federal para a gestão estadual. O documento cita, inclusive, que informações do próprio DNIT indicam que a BR-365, no trecho incluído no Lote 10, continua sob responsabilidade da União

Diante dos argumentos, a deputada pede a concessão de medida cautelar para suspender todos os efeitos do edital até o julgamento final da representação. Ela também solicita que o Governo de Minas seja obrigado a publicar integralmente os estudos econômicos, os relatórios de participação social e, se necessário, reabrir o prazo de consulta pública.

A proposta de concessão da BR-365 e de outras rodovias da região tem gerado forte reação política e popular, principalmente no Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, devido à previsão de novos pedágios e ao impacto direto na mobilidade, no escoamento da produção e na economia regional. O Tribunal de Contas de Minas Gerais ainda irá analisar o pedido.

Últimas Notícias

Homem quebra celular na cabeça da esposa e acaba preso em cima da vítima, enforcando-a

Veja mais

MDB oficializa José Eustáquio, Wilian Campos e Vitor Porto como candidatos nas eleições de 2026

Veja mais

Mulher de 39 anos morre após carro e caminhão baterem de frente na BR262

Veja mais

Acidente entre moto e carro deixa duas pessoas feridas na Avenida Fátima Porto, em Patos de Minas

Veja mais

Apagão deixa milhares de moradores da parte alta de Patos de Minas no escuro

Veja mais

Operação prende três suspeitos e apreende adolescente por tráfico de drogas em São Gonçalo do Abaeté

Veja mais