Delegado dá detalhes de assassinato de entregador na JK; motorista chegou a 115 km/h

O entregador teria apontado o dedo médio para o motorista.


O Delegado de crimes contra a vida, Luís Mauro Sampaio, deu detalhes nesta terça-feira (27) das investigações que levaram ao indiciamento de Reginaldo Dias Castro, de 47 anos, por homicídio qualificado do entregador Pedro Henrique Luís Rodrigues, de 29 anos. Ele também vai responder por adulteração de sinal identificador de veículo e uso de documento falso. A perícia mostrou que o automóvel chegou a cerca de 115 km/h. O entregador teria apontado o dedo médio para o motorista.

Primeiro, o delegado destacou o trabalho da Polícia Militar e a atuação de uma testemunha que alertou as autoridades ter visto uma discussão entre a vítima e o acusado e depois o atropelamento. O policial explica que Reginaldo, em seu depoimento, disse que fazia um retorno em sentido à saída da cidade quando ocorreu uma discussão bem leve com o entregador, que realmente teria apontado o dedo médio para o motorista. Com isso, ele ficou furioso e achou que deveria derrubar o entregador na vida.

Com isso, conforme Luís Mauro Sampaio, ele acelera o automóvel, chegando a uma velocidade de aproximadamente 115 a 120km/h, quando o motociclista já estava diminuindo a velocidade, por causa do radar de velocidade mais a frente, então, conforme visto nas imagens, propositalmente, ele joga o carro contra o motociclista que veio a cair e a falecer devido às lesões sofridas.

A autoridade policial explicou que Reginaldo teve a intenção de atingir o entregador e, por isso, ele assumiu o risco do resultado morte. Por isso, ele deve responder por homicídio qualificado, por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, adulteração de sinal identificador de veículo, bem como o uso de documento falso. O policial salientou que, caso condenado pelo Tribunal do Júri, a pena pode ser superior a 25 anos de cadeia.

O policial também explicou que, após o crime, Reginaldo foi ao trabalho e teria comentado com outras pessoas sobre um fato, apresentando-se temeroso. “Quando ele volta do trabalho dele, já não volta pela avenida JK, ele pega um outro percurso, evitando ser identificado”, informou.

Por fim, o delegado destacou que finaliza o inquérito após duas semanas e alerta as pessoas que caso alguém venha a praticar crimes, especialmente de homicídio, que as penas serão muito duras, podendo chegar a até 60 anos. Ele também ressaltou o trabalho de todos os policiais e órgãos de segurança em Patos de Minas para que seja feita a justiça.

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