Copasa se recusa a assinar acordo com MP para recuperação da Lagoa Grande

Ministério Público deverá propor Ação Civil Pública, por entender que empresa é a principal responsável pelo assoreamento.


Uma parte da Logoa Grande está coberta pelo mato.
Em reunião na tarde desta segunda-feira (14), na Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das bacias dos Rios Paracatu, Urucuia e Abaeté, entre representantes da Copasa, Prefeitura Municipal e MPMG, os promotores de justiça Marcelo Maffra e José Carlos de Oliveira Junior foram comunicados pela advogada da empresa Ludmila Santos Babilônia, pelo chefe do distrito do médio Paranaíba, Jairo José Carneiro e pelo engenheiro de manutenção e operação Júlio Caetano, da decisão da empresa de não assinar o Termo de Ajuste de Conduta para recuperação da Lagoa Grande.


O TAC era o instrumento que os promotores de justiça propuseram para solucionar o assoreamento da Lagoa Grande, mas como a empresa se recusou a assinar o documento, o MPMG proporá uma Ação Civil Pública contra a Copasa. “A gente lamenta que a empresa não queira assinar o TAC. Por isso teremos que partir para a judicialização (ação). É uma lástima para Patos de Minas que não queiram firmar compromisso com o Ministério Público. Não é justo que depois de tantos anos, o município fique com o ônus”, lamentou o promotor José Carlos Oliveira Junior.

No entendimento dos promotores de justiça, a Copasa é a maior responsável pelo assoreamento da Lagoa Grande, que há anos tem sido utilizada para descarga dos efluentes (água decantada) da Estação de Tratamento de Água (ETA). “Para a população da cidade é péssimo descobrir que o seu cartão-postal não passa de um aterro sanitário da Companhia de Saneamento de Minas Gerais”, ressaltou.

Com a recusa da Copasa em assinar o TAC, a companhia, então, se diz disposta a resolver o problema do assoreamento com o Município. O corpo técnico da empresa pediu um prazo de 45 dias para apresentação da formalização do acordo. A Copasa tem até 1º de dezembro para apresentar uma estratégia, apesar de não existir nenhum compromisso formal assinado, dando garantias de que a empresa assumirá as responsabilidades.


Segundo Jairo José Carneiro, a Copasa encomendou um estudo técnico para fazer o projeto de desassoreamento da Lagoa Grande. Ele defende a empresa dizendo que a culpa pelo assoreamento não é apenas dela, como afirmam os promotores de justiça. “Existem redes de esgoto e o carreamento de outros materiais, ao longo dos anos, para dentro da lagoa”, afirmou o funcionário.

Na ata da reunião de hoje, os promotores de justiça relataram a predisposição do Município em assinar o TAC, e que o acordo só não foi possível porque a empresa preferiu não assumir compromisso com o Ministério Público. “A nossa ação pode ser proposta após esse prazo de 45 dias ou imediatamente; nela pediremos a suspensão dos serviços da empresa”, ressaltou o promotor de justiça Marcelo Maffra.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura de Patos de Minas

Últimas Notícias

Senhor de 82 anos com Alzheimer, desaparecido há mais de 2 dias, é encontrado com vida em Patos de Minas

Veja mais

Patos de Minas ultrapassa 170 mil habitantes, aponta IBGE; veja outras cidades da região

Veja mais

Motociclista fica ferido após bater em cachorro que atravessou rua no Jardim Quebec, em Patos de Minas

Veja mais

Prefeitura divulga programação de setembro do programa Farmácia no Bairro em Patos de Minas

Veja mais

Penúltimo mutirão de vacinação antirrábica acontece neste sábado em Patos de Minas; veja locais

Veja mais

Homem é preso após tentar agarrar mulher à força, brigar com outro indivíduo e ameaçar policiais

Veja mais