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Copasa intensifica fiscalização para combater ligações de águas das chuvas na rede de esgoto

Diante do aumento das ocorrências, a Copasa tem intensificado um trabalho de fiscalização técnica nos imóveis da cidade para combater ligações clandestinas e evitar novos extravasamentos.

O uso indevido da rede de esgotamento sanitário continua sendo um dos principais desafios em Patos de Minas, especialmente durante o período chuvoso. Diante do aumento das ocorrências, a Copasa tem intensificado um trabalho de fiscalização técnica nos imóveis da cidade para combater ligações clandestinas e evitar novos extravasamentos.

Historicamente, durante o período de chuvas, os casos crescem cerca de 20%. O motivo, segundo a companhia, é o despejo irregular de água da chuva nas redes de esgoto, o que provoca sobrecarga no sistema e uma série de problemas, como vazamentos, rompimento de tubulações, refluxo de esgoto para dentro das residências e até o deslocamento de tampas de poços de visita, aumentando o risco de acidentes nas ruas.

Para enfrentar o problema, equipes técnicas da Copasa estão percorrendo diversos bairros do município realizando vistorias detalhadas. O objetivo é identificar ligações irregulares — principalmente aquelas que direcionam água pluvial para a rede de esgoto — e orientar os moradores sobre a correção adequada.

Até o momento, cerca de 1.800 imóveis já foram fiscalizados. Os trabalhos começaram na região central e seguem agora para bairros como Cristo Redentor e Rosário, onde há maior incidência de extravasamentos.

De acordo com a engenheira de Operação, Amanda Alencar, as visitas são feitas por profissionais uniformizados e devidamente identificados, sempre durante o horário comercial. Quando alguma irregularidade é constatada, o morador é notificado e recebe um prazo para regularizar a situação.

A iniciativa busca não apenas corrigir problemas pontuais, mas também promover a conscientização da população. Isso porque, mesmo com redes projetadas dentro das normas, o mau uso ainda é responsável pela grande maioria das ocorrências. Em 2024, foram registrados 2.331 extravasamentos de esgoto. Já em 2025, o número foi de 2.296 — sendo cerca de 90% dos casos causados por uso inadequado do sistema.

O gerente de Tratamento de Esgoto, Renato Carvalho, reforça que as redes coletoras são destinadas exclusivamente ao esgoto doméstico. “Elas recebem materiais líquidos e pastosos provenientes de banheiros, cozinhas e lavanderias. Água da chuva e esgoto não devem se misturar. Quando isso acontece, toda a sociedade e o meio ambiente são prejudicados”, destacou.

A Copasa lembra que a água da chuva deve ser direcionada para as redes de drenagem pluvial, operadas pela prefeitura, responsáveis por escoar a enxurrada por meio dos bueiros e evitar alagamentos.

Moradores que tiverem dúvidas sobre a identificação dos técnicos podem procurar os canais oficiais da companhia ou buscar atendimento presencial na agência do município.

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