Conheça a Classificação de Risco implantada na UPA Porte III e entenda como ela pode salvar vidas

A superlotação nas entradas de hospitais gera consequências que vão muito além do tempo de espera.

Quase 90% da população brasileira avalia o tempo de espera para atendimento médico como péssimo, ruim ou regular. Os dados comprovam a existência de uma barreira enfrentada pelos cidadãos em um momento em que cada segundo pode fazer toda a diferença.

Ficar doente, para muitos, pode significar o início de uma longa jornada. Públicas ou privadas, as unidades de saúde especializadas em atender casos de urgência e emergência costumam estar lotadas, com filas de espera intermináveis. Esse cenário é comum nos hospitais brasileiros, e é considerado o maior entre os problemas que afligem o setor de saúde no país.

Segundo pesquisa do Datafolha de junho de 2014, 87% da população brasileira avalia o tempo de espera para atendimento médico como péssimo, ruim ou regular. Os dados comprovam a existência de uma barreira enfrentada pelos cidadãos em um momento em que cada segundo pode fazer toda a diferença.

Desafios em saúde – A superlotação nas entradas de hospitais gera consequências que vão muito além do tempo de espera. O gargalo gerado pelo excesso de pessoas buscando atendimento cria um problema generalizado, refletindo no direcionamento de pacientes a especialidades incorretas, na perda de qualidade do atendimento realizado e na exaustão e alta rotatividade de profissionais de saúde.

Uma das saídas para minimizar os desafios diários dos atendimentos hospitalares e evitar erros e mortes nas filas de hospitais é a Classificação de Risco, uma metodologia que tem como objetivo identificar a prioridade e o nível de urgência do atendimento a cada paciente, facilitando a gestão do serviço como um todo.

Ao dar entrada em uma unidade de saúde, o paciente é submetido a uma avaliação inicial, que irá definir a prioridade de seu atendimento a partir de critérios pré-definidos, como sintomas, sinais vitais e intensidade da dor. Para isso, são utilizados protocolos clínicos, modelos de classificação que reúnem indicadores específicos, definidos de acordo com diretrizes médicas. No caso do Protocolo de Manchester - um dos mais utilizados do mundo -, por exemplo, são medidos temperatura, escala de dor, glicose, entre outras condições, que irão determinar o nível de prioridade do atendimento. Para cada uma delas, é indicada uma cor, que representa o tempo máximo que o paciente pode esperar.

Vermelho: emergência – 0 minuto

Laranja: muito urgente – 10 minutos

Amarelo: urgente – 60 minutos

Verde: pouco urgente – 120 minutos

Azul: não urgente – 240 minutos

Quem mais precisa menos espera – A utilização da Classificação de Risco nas unidades de saúde traz benefícios para profissionais, e, principalmente, para quem busca um serviço médico. “Esse procedimento é essencial para que os pacientes mais urgentes consigam ser atendidos primeiro, reduzindo os riscos e aumentando a efetividade dos serviços”, afirma Leonardo Lima de Carvalho, fundador da ToLife e criador de uma tecnologia brasileira desenvolvida especialmente para facilitar a triagem.

Com uma plataforma completa para acolhimento em unidades de urgência e emergência, Carvalho desenvolveu uma solução que reúne todos os recursos tecnológicos necessários para a classificação no serviço de triagem, integrando equipamento, software especializado e serviços diversos. Com o objetivo de usar a inovação para melhorar os serviços de saúde, a solução consegue otimizar a Classificação de Risco, reduzindo o tempo de atendimento inicial de 8 minutos para 1,5 minuto, uma diferença que pode ser essencial na hora de salvar uma vida.

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