Condenado por assassinato recorre da sentença e recebe novamente pena de 14 anos

O réu já havia sido condenado a 14 anos de prisão em 2024 pelo mesmo crime, recorreu da decisão, mas recebeu novamente a mesma sentença.

O Tribunal do Júri de Patos de Minas voltou a condenar Cristiano Soares Borges por um assassinato ocorrido em 2021, em Lagoa Formosa. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (05), no Fórum Olympio Borges. O réu já havia sido condenado a 14 anos de prisão em 2024 pelo mesmo crime, recorreu da decisão, mas recebeu novamente a mesma sentença.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu no dia 12 de outubro de 2021, por volta das 21h, na Rua Antônio de Souza, no bairro Bela Vista. Motivado por uma suposta dívida de drogas, Cristiano agrediu violentamente Wellington Coelho Braga. A vítima foi derrubada no chão e, já sem condições de reação, passou a ser atingida com diversos chutes na cabeça. O agressor ainda teria arrastado Wellington por alguns metros na via pública antes de abandoná-lo desacordado na calçada.

As investigações indicaram que Wellington era usuário de drogas e teria tido uma bicicleta tomada pelo acusado como forma de pagamento. Posteriormente, ele conseguiu recuperar o objeto, o que teria provocado o desentendimento que culminou nas agressões.

A gravidade das lesões foi confirmada por laudo de necropsia, que apontou traumatismo cranioencefálico. A vítima chegou a ser socorrida inicialmente para o pronto-socorro de Lagoa Formosa e, devido ao estado crítico, foi transferida para uma unidade em Paracatu, onde morreu dez dias depois, em decorrência das agressões.

Ainda conforme o processo, testemunhas presenciaram as agressões, mas muitas delas se recusaram a se identificar formalmente por medo. Há relatos de que, após o crime, o acusado teria ameaçado moradores da região, dizendo que poderia se vingar caso alguém prestasse depoimento contra ele.

O réu já havia sido julgado anteriormente, em fevereiro de 2024, quando foi condenado a 14 anos de prisão. No entanto, a defesa interpôs recurso apontando que os jurados consideraram como motivação principal a dívida de drogas, circunstância que não teria ficado comprovada pelas provas do processo. A Justiça entendeu que a decisão foi manifestamente contrária às evidências dos autos, determinando a realização de um novo julgamento.

No novo júri realizado nesta terça-feira (05), os jurados reconheceram novamente as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Cristiano Soares Borges foi sentenciado a 14 anos de prisão.

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