Cinco anos de Santa Casa de Misericórdia transformaram atendimento de saúde em Patos de Minas
A criação da Santa Casa significou poder fazer uma cirurgia, realizar um tratamento contra o câncer, buscar atendimento de urgência ou ocupar um leito de UTI sem precisar deixar Patos de Minas.
Há cinco anos, Patos de Minas vivia um dos períodos mais difíceis de sua história recente na saúde. Era 2021, em plena pandemia da Covid-19, e o único hospital que atendia pelo SUS na cidade enfrentava sérias dificuldades e chegou a ficar ameaçado de fechar as portas.
A consequência aparecia nas filas, na demora para cirurgias e na necessidade de pacientes procurarem atendimento em outras cidades. Quem precisava de tratamento contra o câncer, por exemplo, muitas vezes tinha que viajar para Uberlândia. Pacientes com doenças cardíacas também precisavam deixar Patos de Minas em busca de atendimento em São Sebastião do Paraíso.
Foi nesse cenário que começou a ser construída uma parceria que mudaria a estrutura de atendimento hospitalar da cidade. A Associação Paulo Borges, que até então se dedicava à área de assistência social, passou a atuar na saúde, em conjunto com a Fundação Educacional de Patos de Minas (Fepam) e a Prefeitura.
A Fepam cedeu o espaço onde funcionava o Hospital de Campanha da Covid e investiu cerca de R$ 44 milhões na ampliação da estrutura, que foi disponibilizada por 30 anos. A Prefeitura ficou responsável pelo custeio dos serviços, enquanto a Fundação assumiu a administração.
A partir daí, o crescimento da Santa Casa foi rápido. E os números ajudam a dimensionar o tamanho da transformação.
Atualmente, o hospital conta com 192 leitos, sendo 162 de enfermaria e 30 de UTI. Segundo os dados apresentados referentes aos primeiros sete meses deste ano, os leitos de UTI permanecem com 100% de ocupação.
Nesse período, foram registradas 7.092 internações e 4.866 cirurgias, incluindo procedimentos de diferentes níveis de complexidade, como cirurgias oncológicas, bariátricas e cardíacas.
Também foram realizados mais de 62 mil exames de imagem e 20 mil procedimentos oncológicos.
A Santa Casa passou ainda a funcionar como uma importante porta de entrada para situações de urgência e emergência, recebendo pacientes de Patos de Minas e de diversos municípios da região em casos como acidentes, problemas ortopédicos e partos, entre outros atendimentos.
Hoje, aproximadamente 76% dos pacientes atendidos são de Patos de Minas e 24% vêm de outros municípios da região. Para dar conta dessa estrutura, são cerca de mil profissionais trabalhando nas mais diferentes áreas.
Em entrevista ao Patos Hoje, o presidente da Santa Casa, pastor Cláudio Pacheco, falou sobre a criação da instituição e sobre o significado desses cinco anos de funcionamento.
Para ele, mais do que os números, o resultado pode ser percebido nas histórias de pessoas que chegam ao hospital precisando de tratamento e conseguem voltar para casa recuperadas.
Cláudio destaca que um dos momentos mais gratificantes para quem trabalha na instituição é receber novamente um paciente que passou pelo hospital, desta vez com um sorriso no rosto e a notícia de que foi curado.
A proposta, segundo ele, é oferecer atendimento com excelência a todos os pacientes, independentemente de cor, raça, credo ou condição social.
Cinco anos depois de nascer em meio a uma das maiores crises sanitárias do mundo, a Santa Casa se tornou uma das principais estruturas hospitalares de Patos de Minas e também um importante ponto de referência para moradores de toda a região.
Mais do que a construção de um novo hospital, a mudança representou a ampliação do acesso a tratamentos que, até então, muitas vezes exigiam viagens para outras cidades. Para milhares de pacientes. A criação da Santa Casa significou poder fazer uma cirurgia, realizar um tratamento contra o câncer, buscar atendimento de urgência ou ocupar um leito de UTI sem precisar deixar Patos de Minas.