Chuvas em abundância obrigam Cemig a abrir comportas da represa de Três Marias

Essa medida não era tomada desde 2012.

Ontem, a represa atingiu 88,6% de sua capacidade.

A Cemig informou que fará a abertura parcial das comportas da Usina Hidrelétrica Três Marias, no Rio São Francisco, a partir da tarde dessa sexta-feira (28/2). Segundo a Companhia, a medida está sendo adotada em decorrência das fortes chuvas registradas durante o período de carnaval e previstas para toda a primeira quinzena de março. A operação deve ser mantida pelos próximos 15 dias. Essa medida não era tomada desde 2012. Ontem, a represa atingiu 88,6% de sua capacidade.

A Cemig explicou que o vertimento é necessário para evitar que se atinja o limite de armazenamento de água na represa da Usina hidrelétrica de Três Marias, quando seria obrigatório o repasse de toda a água recebida pelo reservatório, causando transtornos e inundações para as comunidades ribeirinhas.

A gestão da capacidade de armazenamento da Usina Três Marias vem sendo feita pela Cemig, em conjunto com a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e com a contribuição de todos os agentes representantes dos estados e usuários da bacia hidrográfica. Desde o último dia 18 de fevereiro, antes do período do carnaval, a vazão da usina já vinha sendo aumentada gradualmente por meio da geração de energia, chegando a 670 m³/s de vazão nessa quinta-feira (27/2). Atualmente, o reservatório apresenta um armazenamento de 88,6%, porém vale ressaltar que a Usina Três Marias tem evitado eventos críticos para as populações do Rio São Francisco, utilizando sua capacidade de “segurar” vazões muito superiores às que está liberando.

Durante as fortes chuvas do final de janeiro deste ano, por exemplo, a vazão máxima do Rio São Francisco, registrada nos municípios de Pirapora e Buritizeiro, no Norte de Minas, foi de cerca de 2.000 m³/s no dia 26 de janeiro. Esse aumento da vazão no Norte de Minas foi provocada, de forma quase exclusiva, pela chuva que atingiu a região, entre a barragem e ambas cidades, pois, no mesmo dia, o reservatório de Três Marias liberou apenas 300 m3/s, ou seja, menos de 6% de quase 5.000 m³/s que recebia, o que evitou que as cidades a jusante da usina sofressem efeitos graves de inundação à época.

Nesta sexta-feira, o vertimento máximo pelas comportas será de 840 m³/s, que, somado à vazão que passa pelas máquinas de geração, totaliza cerca de 1.500 m³/s. Historicamente, tal vazão nunca causou nenhum problema de inundação para as regiões a jusante da Usina Três Marias.
Tanto a Cemig quanto o ONS seguirão atualizando suas previsões diariamente para avaliar a necessidade de novas aberturas ao longo dos próximos eventos chuvosos desse início de março. Se forem necessárias, novas informações serão divulgadas, de forma a permitir a antecipação de medidas para tentar evitar possíveis problemas causados por inundações localizadas.

Histórico

O último evento chuvoso que levou à necessidade de abertura do vertedouro da Usina Três Marias ocorreu há mais de oito anos, em janeiro de 2012. Naquela época, as vazões liberadas pela usina, em quantidade menor do que as recebidas no reservatório, chegaram a 3.125 m³/s. Nos últimos anos, o reservatório da usina, localizado na cabeceira do Rio São Francisco, tem cumprido um papel muito importante de regularização de vazões, devido ao período de restrição hídrica na região Sudeste do país, verificado de 2013 a 2019. Porém, desde o início deste ano, o retorno do volume de chuvas aos patamares normais, verificados antes desse período de crise hídrica, demandou novas projeções de operação da usina.

Se, por um lado, a Usina Três Marias possui grande importância para o período de estiagem, o reservatório também funciona como proteção para as comunidades que vivem a jusante no período de cheias. Nesse sentido, desde o início do ano, o reservatório vem armazenando um grande volume de água, justamente para criar a “poupança” suficiente para ser utilizada ao longo da estação seca, partindo de 57%, em 1º de janeiro, para o nível atual, de 88,6%.

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